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Milho de alta tecnologia gera resultados surpreendentes no campo brasileiro

Produtores contam os detalhes de manejo que levaram a uma colheita de quase 300 sacas por hectare

A região Sul do Brasil colheu boas notícias na primeira safra 2016/2017. O clima se comportou do jeitinho que o milho gosta. Noites mais frias, com temperaturas em torno de 15 a 18 graus e a baixa incidência de pragas garantiram uma safra cheia. Mas, além da boa produção, foi a festa da produtividade, com colheitas acima de 200 sacas por hectare em inúmeras fazendas.

 

O recorde de produtividade, porém, não foi um presente do acaso. Isso é resultado do manejo cuidadoso de produtores que investem para valer e não se cansam de perseguir metas cada vez mais ousadas. “Eu acho que não tem limite para a produtividade”, afirma o produtor Avelino Ricardo Menegaz, que atingiu a incrível marca de 290 sacas de milho por hectare. “Há dez anos, quando colhia 150 sacas por hectare, a gente já estava faceiro, imagine agora. Com tecnologia, podemos ampliar muito a produtividade”, diz ele.

 

Menegaz produz soja e milho na fazenda Idalina, com um total de 305 hectares em Jacutinga, no Rio Grande do Sul. Ele plantou milho em 60 hectares irrigados por pivô e em 25 hectares de sequeiro no dia 10 de setembro de 2016. O produtor finalizou a colheita da safra 2016/2017 no dia 28 de fevereiro, com uma produtividade média de 290 sacas por hectare na área irrigada. “Foi uma produtividade alta em comparação com outras fazendas da região”, diz Menegaz. “Eu sei que as sementes têm tecnologia para isso, mas eu esperava chegar nessa produtividade em três anos. Esse resultado veio antes e foi uma surpresa.”

 

Irrigação faz a diferença

Segundo Menegaz, um dos fatores que impulsionaram a produtividade foi o investimento em irrigação. “A minha média de produtividade nos últimos 10 anos é de 190 sacas por hectare. Comecei a irrigar na safra 2015/2016 com um pivô e valeu a pena”, conta o produtor. Ele planeja investir mais em pivôs, para irrigar 80% da área total da fazenda.

 

O planejamento foi fundamental para atingir a produtividade recorde. “Eu venho fazendo correções de solo nessa área há um bom tempo. Não adianta colocar irrigação numa área que não tem bom manejo”, diz. Além disso, Menegaz conta que não descuida dos detalhes. “Faço um acompanhamento diário e fico de olho no clima. Tenho um sistema de monitoramento para irrigar exatamente o que planta precisa.” Durante o ciclo, Menegaz irrigou 150 mililitros, realizou uma aplicação para controle de percevejo e duas aplicações de fungicidas.

 

Cultivares testadas

Do total de 60 hectares irrigados, foram 25 hectares plantados com a cultivar Dekalb230. A densidade foi de 90 mil plantas por hectare e colheita de 290 sacas por hectare. “Esse é um material novo e foi o que mais gostei. Acredito que se tivesse ficado com densidade de 94 mil plantas, eu chegaria à produtividade de 300 sacas por hectare”, conta o produtor.

 

Ele cultivou também as sementes Pioneer 1630 em 27 hectares irrigados, com 84 mil plantas por hectare, que renderam 292 sacas por hectare. Outra semente escolhida foi a Pioneer 30F53, cultivada em 8 hectares irrigados, com densidade de 84 mil plantas e produtividade de 284 sacas por hectare. “Os resultados das três sementes foram bem parecidos. Se o produtor fizer tudo certinho, acaba produzindo mais”, diz Menegaz. Já na área de sequeiro, Menegaz plantou as sementes Pioneer 30F53 e Agroceres 9025. Sem a irrigação, a produtividade média foi de 232 sacas por hectare. “Nessa área, o resultado ficou dentro da média que eu já conseguia”, conta o agricultor.

 

Adubação diferente

A agricultura de precisão é fundamental, segundo Menegaz. “Faço um mapeamento por GPS. Com o mapa de produtividade na colheitadeira eu vou cruzando os dados. Faço a adubação de calcário e gesso de acordo com a análise”, afirma o produtor.

 

Na safra 2016/2017, por meio da análise de solo, o produtor conta que fez correções e uma adubação diferente na área de milho. “Fiz uma aplicação a lanço de 280 quilos de cloreto de potássio por hectare, 30 dias antes plantar, e apliquei 50 quilos de enxofre por hectare. Depois, na linha de plantio eu coloquei 380 quilos de Dap”, conta o produtor. “Depois que o milho nasceu, eu coloquei 600 quilos de ureia por hectare, com três aplicações de 200 quilos cada.”

 

Embora essa adubação tenha beneficiado o milho, o produtor conta que não investiria tanto novamente na área de sequeiro. “Tive um custo elevado com adubação que não valeria a pena repetir”, diz Menegaz. “Essas correções precisam ser feitas, não exagerando e dentro de um cronograma. Mas muitas vezes isso é um custo maior e o resultado não vem de imediato.” Outro detalhe importante que colabora para o aumento de produtividade do milho na fazenda Idalina é a segunda safra. “Nunca deixo o solo descoberto. Sempre planto trigo, um terço da área com aveia branca e um terço da área com aveia preta, que deixo como cobertura”, conta Menegaz.

 

Obter um alto rendimento nas lavouras não é uma questão de vaidade. Pode ser uma questão de sobrevivência do negócio em momentos que o mercado se mostra desfavorável para o produtor. “Quando a gente faz as contas, é que a gente contabiliza o gasto de maquinário e gasto com mão de obra. Essa produtividade foi um avanço muito grande, mas o preço do milho está baixo. No ano passado, a gente vendeu por R$ 35. Agora, a saca está a R$ 24”, afirma Nilsa Ana Menegaz, mãe do produtor e que também trabalha na fazenda Idalina. Segundo Avelino Ricardo Menegaz, por isso que é cada vez mais necessário investir e tirar o máximo que a fazenda pode oferecer. “O preço é muito volátil, mas a gente não pode parar de produzir”, afirma Menegaz.

 

Sequeiro em destaque

Outra história inspiradora de alta produtividade é a do agricultor Rogério Pacheco, que cultiva grãos na fazenda Estância Nova, com 800 hectares, em Carazinho (RS). Na safra 2016/2017, ele cultivou 200 hectares com milho sequeiro. Foram semeadas as cultivares Agroceres 9025 e 8780, Dekalb 290 e a cultivar Pioneer 2530 em área de refúgio, com espaçamento de 50 centímetros e densidade que variou entre 55 e 75 mil plantas por hectare.

 

Em 40 hectares da fazenda com manejo diferenciado, Pacheco obteve produtividade de 245 sacas por hectare. Já na média geral da fazenda, cuja colheita foi finalizada em 20 de março, rendeu produtividade média de milho de 210 sacas por hectare.

 

O produtor conta que a média máxima de produtividade por talhão foi de 235 sacas de milho por hectare na safra anterior. O número vinha evoluindo ao longo dos anos e, pela primeira vez, ele atingiu a marca de 245 sacas por hectare. “São anos de trabalho para chegar nesse número. Cada ano você dá um passinho para frente”, diz ele. “O manejo é simples, é o feijão com arroz bem feito, com capricho no processo.”

 

Segundo Pacheco, a maior prioridade na fazenda é o cuidadoso manejo da terra. “É o solo em primeiro lugar. Fazemos plantio direto há mais de 20 anos”, conta o produtor. “É uma área de terra fofa, de minhoca, com média de 3,5% de matéria orgânica. Com isso, a gente armazena a água no solo.”

 

Ervilhaca é a boa dica

Um detalhe importante para Rogério Pacheco é a cobertura de solo. Segundo o agricultor, o diferencial na fazenda Estância Nova é o cultivo de ervilhaca, uma leguminosa que é “parente” da ervilha. Pacheco semeou a cultivar esmeralda em abril de 2016 e dessecou a ervilhaca em 20 de agosto do ano passado.

 

O cultivo dessa leguminosa, que não tem propósito comercial, foi seguido pelo plantio da safra de milho 2016/2017 em 15 de setembro do ano passado. “Plantamos com ervilhaca 25% da área onde vai o milho, aí a gente aposta numa só safra [de milho] e bem feita”, conta Pacheco. Segundo o agricultor, a ervilhaca é uma ótima alternativa para rotação de coberturas. “Já estamos no quarto ano com a ervilhaca, então já fizemos o giro completo. Ela dá uma boa cobertura e escarifica o solo. Fica uma palha podre, as minhocas adoram a ervilhaca e ela deixa 80 pontos de nitrogênio para o milho, o equivalente a 200 quilos de ureia por hectare.”

 

Adubação de precisão

Há sete anos, Pacheco investe em agricultura de precisão. Na safra 2016/2017, ele aplicou um total de 400 quilos de ureia por hectare a taxa variável. “Temos um aparelho chamado N-Sensor. A gente calibra o aparelho, ele avalia o vigor da planta e entrega de 50 a 150 quilos de ureia por hectare, conforme a necessidade da planta”, conta o agricultor.

 

Para complementar o manejo, ele conta que fica de olho nos novos produtos que chegam ao mercado. “A gente usa adubos de primeira linha. Hoje aplicamos adubos NPK mais micronutrientes, com uma adubação completa em cada granulo”, revela o agricultor.

 

Com todos esses cuidados e aperfeiçoamento constante do manejo, Pacheco tem como meta aumentar ainda mais a produtividade do milho. “A ideia é chegar a 300 sacas por hectare”, diz ele. Isso aliado à melhora do manejo de solo e redução de custos de adubação. “Eu posso diminuir minha adubação nitrogenada por causa da ervilhaca”, planeja o agricultor.

 

Manejo de grandes áreas

Grandes produtores também se esforçam para elevar a produtividade de suas fazendas. O grupo Rigon, uma empresa dos irmãos Roberto e Fernando Rigon com sede em Seberi (RS), cultivou o total de 1.800 hectares com milho na primeira safra 2016/2017, com áreas distribuídas em quatro fazendas distintas e custo de produção em torno de R$ 2.500 por hectare.

 

A colheita teve início no dia 15 de janeiro e foi concluída em 5 de março. O grupo investiu em cinco cultivares: a Pioneer P1630, a Biogene BG7318 e três da Agroeste (AS1666 PRO3, AS1677PRO3 e AS1656PRO3). A média geral de produtividade para toda a área cultivada com irrigação foi de 230 sacas por hectare. Já a média geral para o cultivo em sequeiro foi de 180 sacas por hectare.

 

O melhor resultado

A maior produtividade foi registrada em uma área de 90 hectares de milho irrigado na fazenda Paineira. Com o cultivo do milho AS1666 PRO3, sendo um espaçamento de 45 centímetros e população de 75 a 80 mil plantas por hectare, a produtividade média foi de 256 sacas por hectare. Nas áreas de sequeiro com esta cultivar a colheita foi de 190 sacos/ha. “Já chegamos a resultados parecidos de produtividade em outras épocas. Mas o que chamou a atenção foi a sanidade dos materiais”, afirma Marco Ascoli, consultor técnico do Grupo Rigon.

 

Segundo ele, foram realizadas duas aplicações de inseticidas, uma aplicação pós-emergência com o objetivo de controlar percevejo e lagartas, e apenas uma aplicação de fungicida. “O principal fator que a gente observa é a resistência à larva diabrótica e o peso de grão desse milho. O peso chegava a superar os outros híbridos em 15%”, diz Ascoli.

 

Boa adubação e aveia

O consultor técnico conta que um dos diferenciais que garantiram a alta produtividade foram a adubação adequada e o cultivo de aveia que precedeu a safra de milho. “Destaco o uso de tecnologia de ponta em correção de solo, com taxa variável de calagem (calcário), e incorporação de fósforo a taxa variável em pré-plantio”, afirma o consultor.

 

Segundo Ascoli, havia cobertura de aveia em toda a área. Essa cultura alongou o ciclo e atrasou a semeadura do milho na safra 2016/2017. “No ano passado perdemos o milho para a geada, neste ano não. A janela de plantio foi um pouco melhor e o tempo andou bem”, diz Ascoli. “Principalmente para quem trabalha com irrigação, a aveia favorece a retenção de umidade de solo e há a possibilidade de colher aveia e agregar renda.”

 

De acordo com o consultor, outro detalhe importante de manejo foi o cuidado com a dessecação. “Fomos efetivos com a dessecação pré-plantio da aveia branca, e dessecação em pré-plantio com paraquat para controlar as plantas daninhas e o banco de sementes”, afirma Marco Ascoli.

 

De acordo com o produtor Roberto Rigon, que comanda do Grupo Rigon com o irmão Fernando, a produtividade de 250 sacas por hectare já era uma meta, mas eles duvidavam que o número seria alcançado neste ano. “A colheita nos surpreendeu. O manejo utilizado foi o mesmo do ano 2015/2016, porém, a tecnologia de adubação e o clima foram mais favoráveis para alcançar os objetivos”, conta Rigon.

 

Segundo o produtor, a escolha das sementes foi decisiva nessa empreitada. “Com certeza, o uso de sementes de alta tecnologia é essencial para definir a colheita, pois a semente é o início de tudo”, diz o produtor. Agora, o planejamento para a próxima safra de milho é ampliar os investimentos.  “A agricultura é muito dinâmica e a cada ano se aperfeiçoa. Quem melhor se adaptar alcançará cada vez mais recordes de produção”, afirma. “As sementes de milho têm capacidade produtiva maior que os 250 sacos atingidos. As mudanças para a próxima safra serão aumentar a fertilidade do solo, aumentar a adubação de base e aperfeiçoar as práticas operacionais para conseguir maiores resultados”, diz Rigon.

 

O mapa da produtividade

Confira as maiores médias de produtividade do milho, considerando a primeira safra e a projeção para a segunda safra 2016/2017

Distrito Federal – 8.488

Santa Catarina – 7.900

Rio Grande do Sul – 7.300

Minas Gerais – 6.110

Goiás – 6.093

Paraná – 5.953

Mato Grosso – 5.692

São Paulo – 5.302

Mato Grosso do Sul – 5.195

Tocantins – 4.786

* Valores em quilos por hectare, de acordo com o 6° levantamento da safra 2016/2017 da Companhia Nacional de Abastecimento.

 

Maior oferta, preços em queda

Safra recorde, estoques altos e a operação carne fraca sinalizam desafios para o produtor de milho

 

Os produtores de milho estão dispostos a investir para elevar a produtividade. No Rio Grande do Sul, o produtor que irriga consegue alcançar, em média, produtividade em torno de 220 sacas por hectare. Isso com um custo de produção entre R$ 3.500 e R$ 4 mil por hectare, segundo Claudio de Jesus, presidente da Associação dos Produtores de Milho do Rio Grande do Sul (Apromilho-RS). “O produtor vem perseguindo melhores produtividades e quem fez venda antecipada de milho vai ter uma boa rentabilidade”, afirma ele.

 

Segundo Claudio de Jesus, a cultura tem tudo para avançar. “O Brasil trilha um caminho forte. Tem espaço, tecnologia, máquina e terra para crescer na produção de milho”, afirma. “Devido aos avanços da genética [das sementes], a segunda safra no Mato Grosso também tem muito a crescer em produtividade”, diz.

 

Mercado instável

O único problema, na opinião de Claudio de Jesus, são os solavancos do mercado. “Uma hora a saca está a R$ 40 e outra hora a R$ 20 reais. Agora, os preços baixos de milho não estimulam o produtor. No curto prazo, eu não vejo fatores que mudem isso”, diz. O presidente da Apromilho também afirma que não há uma boa política para o milho. “Duas coisas ajudariam o setor a evoluir, um seguro rural que proteja a renda do produtor e preços mais estáveis.”

 

Safra cheia pode prejudicar o produtor?

As boas notícias sobre a primeira safra de milho e as boas expectativas para a safrinha já refletem no mercado. “Se o recorde de produção se confirmar, teremos um cenário baixista para os preços do milho. O cenário mundial também é de preços mais baixos”, afirma Ana Luiza Lodi, analista de mercado da consultoria INTL FCStone.

 

Além disso, a previsão indica altos estoques, em torno de 18 milhões de toneladas, e a desvalorização do dólar prejudica as exportações. “É um estoque muito elevado. Do lado da demanda, o cambio não está tão favorável e a comercialização de milho segue mais lenta”, afirma Ana Luiza. Segundo a analista, avaliando a relação entre estoques e consumo brasileiro, esse volume seria suficiente para suprir 22% da demanda anual.

 

Previsões

Se essa conjuntura continuar, o produtor de milho pode ter dificuldades financeiras no segundo semestre. “O preço do milho vem caindo e fica mais difícil negociar. O produtor tem o comportamento de esperar preços melhores e segurar a produção para vender no futuro. Mas a recomendação é negociar aos poucos quando tiver alguma margem de lucro”, diz Ana Luiza.

 

Outro detalhe importante é a previsão de boa safra de milho nos Estados Unidos, que também eleva a oferta global e pressiona as cotações. “Tudo indica que os americanos vão plantar menos milho, mas a produtividade deles é alta”, afirma a analista. “Podemos ter uma surpresa negativa nos Estados Unidos e o preço disparar ou uma safra grande e o preço cair ainda mais. Além disso, com as incertezas sobre as reformas políticas no Brasil, podemos ter muitas turbulências no mercado”, diz.

 

Carne fraca

Um exemplo de turbulência no mercado brasileiro é a operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal, que pode impactar o setor. Claudio de Jesus, da Apromilho, considera que prejuízos na produção e exportação de carnes refletem no mercado de grãos, já que o milho é o principal insumo da ração de aves e suínos e na alimentação de bovinos em confinamento. “Os mercados vão se aproveitar dessa situação para barganhar preço e a operação carne fraca pode afetar o consumo de milho e piorar ainda mais o cenário”, alerta Claudio de Jesus.

 

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