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Esteiras de borracha: gigantes e sustentáveis

Saiba por que as esteiras de borracha podem substituir os pneus das máquinas agrícolas

Os pneus agrícolas têm um robusto competidor que está avançando no Brasil. Os produtores podem substituir os pneus das colheitadeiras e tratores por esteiras de borracha, que prometem reduzir a compactação do solo e aumentar a produtividade das lavouras. Isso acontece porque, se comparada com o pneu, as esteiras oferecem área de contato com o solo muito maior.

 

A área de contato com o solo por par do sistema CTS T para colheitadeiras, com três roletes, fabricado pela multinacional canadense Camso, é de 3,43 metros quadrados, por exemplo. O comprimento total desse modelo de esteira é de 2648 milímetros, com largura de 915 milímetros.

 

Vantagens

O equipamento, com grande área de contato, ajuda a distribuir bem o peso da máquina agrícola sobre o solo. Com isso, reduz a pressão e a compactação numa pequena área. “Você tem mais estabilidade por ter mais área de contato com o solo e um ganho em velocidade de colheita”, afirma Amilton Tazoniero, gerente de linha de produto da Camso. “A plataforma tem menos vibração, não sacode tanto. O produtor consegue trabalhar com a plataforma mais baixa em função de não ter essa movimentação.”

 

Além de reduzir zonas de compactação, a esteira de borracha promete aumentar a mobilidade da máquina agrícola em áreas de solo de baixa sustentação, aumento da capacidade de tração e aumento de estabilidade, o que pode beneficiar as operações em terrenos acidentados, por exemplo.

 

Fácil manutenção

O equipamento tem manutenção simplificada. Os cubos de roda são reforçados e com lubrificação por banho de óleo. Outro detalhe é que os rolamentos blindados não exigem engraxamento. “Além da facilidade de substituir os pneus por esteiras porque você simplesmente tira a roda e na mesma fixação coloca a esteira, não tem manutenção diária”, diz o gerente da Camso.

 

Segundo Tazoniero, a facilidade da manutenção das esteiras é uma grande vantagem. “Por dentro, ela tem cabos de aço. Esteira não fura e não precisa calibrar, não exige manutenção durante a colheita. A única coisa que o produtor precisa se preocupar é que o óleo esteja no nível correto”, diz. O equipamento pode ser utilizado por mais de dez anos. “A banda de borracha tem vida útil de 5 a 6 mil horas. Depois, o produtor troca a borracha e continua usando a esteira. A troca dela custa cerca de 10% do produto, preço bem acessível.”

 

Avanço no Brasil

Em parceria com a empresa Agromáquinas, de Eldorado do Sul (RS), a canadense Camso iniciou neste ano a produção dos sistemas CTS no Brasil. “Há um grande potencial para esse produto, que na América do Norte e na Europa já é consagrado”, afirma. Antes, o par de esteiras da Camso importadas custava cerca de R$ 350 mil. Com a fabricação nacional, o preço do par caiu para a faixa de R$ 200 mil. “A tecnologia é da Camso e a borracha é importada. Todo o resto é nacional”, diz Tazoniero. “A tendência é baratear mais. Vamos reduzir custos não só com a compra de peças como também com a melhoria dos processos.”

 

Outra empresa que está oferecendo esteiras de borracha no Brasil é a STA Máquinas, de Goiânia (GO), que em 2014 começou a importar o modelo ST-1000 fabricado pela empresa canadense Soucy para colheitadeiras. De acordo com o gerente comercial da STA Máquinas, Bruno Masseroni, a tração de cada esteira equivale a quatro pneus. “Ela compacta muito menos do que o pneu. Consegue ter uma flutuação maior e não estraga o solo. Além disso, consegue atuar em área de difícil acesso, como áreas alagadas”, afirma Masseroni.

 

A STA possui esteiras ST-1000 em estoque para pronta entrega em qualquer região do Brasil. “O preço muda a depender do câmbio. É complicado fechar um valor, mas o par de esteiras fica em aproximadamente R$ 287 mil”, diz Masseroni. Há também modelos de esteiras fabricadas pela Soucy que são indicadas para tratores e podem ser importadas pela STA sob encomenda.

 

* Essa foi a reportagem de capa publicada na terceira edição da revista Farming Brasil.

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