embalagens de defensivos agrícolas

Embalagens de defensivos agrícolas: como descartar de forma correta?

De acordo com o InpEV, 94% das embalagens de defensivos agrícolas que vão para o campo são recolhidas

Os fungicidas, herbicidas e inseticidas são produtos fundamentais para a produção brasileira de grãos e outros alimentos. Sem a aplicação desses produtos nas lavouras, a agricultura brasileira não prosperaria. Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) , somente em 2016, o setor de defensivos agrícolas movimentou US$ 9,56 bilhões. As embalagens dos defensivos devem ser descartadas de forma correta, para evitar prejuízos ao meio ambiente.

 

O Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV) é responsável pela logística reversa, recolhendo as embalagens desses produtos. Segundo João Rando, presidente do InpEV, atualmente 94% das embalagens de defensivos agrícolas que vão para o campo são recolhidas pelo sistema Campo Limpo, criado pelo instituto. “O agricultor sabe como tratar as suas embalagens pós-consumo e nós vemos isso na resposta que ele dá ao devolver as embalagens”, diz Rando. No entanto, sempre existem pontos que podem melhorar. Por isso, em entrevista ao SF Agro, o presidente do InpEV deu algumas orientações sobre os cuidados que se deve ter com esses materiais antes da entrega.

 

1 – Tríplice lavagem

A orientação do InpEV é para que o agricultor tenha o cuidado de fazer a tríplice lavagem após o uso total do produto. A tríplice lavagem é chamada assim porque recomenda-se que a embalagem seja lavada mais de uma vez. “O agricultor coloca um quarto de água [na embalagem], chacoalha e joga fora, faz isso três vezes”, explica Rando.

 

2 – Equipamentos de proteção

O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é obrigatório não só durante a aplicação dos defensivos agrícolas como também no manuseio das embalagens após o uso. “A lavagem é feita na sequência do uso do produto, então automaticamente o operador já deve estar usando os equipamentos de proteção individual”, diz Rando. “Nas unidades de recebimento também foram desenvolvidos EPIs para os operadores.”

 

3 – Armazenamento

É muito importante que após o uso do defensivo agrícola a embalagem seja inutilizada. Todos os materiais devem ser guardados em um local arejado, distante de produtos como alimentos e ração. O mais adequado é que haja um galpão separado para armazenar as embalagens até que elas sejam levados aos pontos de recolhimento, que são indicados na nota fiscal entregue no momento da compra.

 

4 – Prazo para a entrega

De acordo com informações do InpEV, a lei estabelece que o agricultor tem um ano a partir da data da compra pra devolver as embalagens. “Se ele não utilizou todo o produto naquela safra, ele tem a prorrogação de mais seis meses”, conta o presidente do InpEV. Ou seja, o prazo é de um ano, mas pode chegar a um ano e meio.

 

5 – Penalidades

Os produtores e todos os outros envolvidos na cadeia, como revendedor, cooperativa e fabricante, que não cumprirem as exigências estão sujeitos a dois tipos de penalizações. A primeira é o pagamento de multa, que é considerada uma penalidade administrativa. Caso ocorra negligência, pode ocorrer condenação por crime contra o meio ambiente, com pena de até dois anos de prisão.

 

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