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Brasil aproveita somente 14% do potencial técnico da bioeletricidade sucroenergética

O potencial da cana para a bioeletricidade está próximo de quatro usinas do porte da hidrelétrica de Belo Monte

Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) compilados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) revelam que  o potencial de técnico da bioeletricidade de cana para o Sistema Interligado Nacional (SNI) é de 17,3 GW médios, algo próximo a quatro usinas do porte da hidrelétrica de Belo Monte.

 

Entretanto, no ano passado, as usinas sucroenergéticas produziram 4,1 GW médios, dos quais 1,7 GW médios foram direcionados para o autoconsumo no parque fabril e 2,4 GW médios destinados à rede. Isto possibilitou que a bioeletricidade respondesse por 8,8% da Oferta Interna de Energia Elétrica (OIEE) do País, atrás apenas da hidroeletricidade, que terminou o ano representando 68,7% da OIEE.

 

Bioeletricidade a partir da cana

Na avaliação do gerente em Bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Zilmar Souza, o aproveitamento do potencial técnico da bioeletricidade sucroenergética para a rede é de apenas 14% do seu total. O executivo foi um dos palestrantes do seminário “O potencial do biogás de resíduos agroindustriais”, realizado na segunda quinzena de novembro pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em sua sede, no Rio de Janeiro (RJ).

 

“Temos uma avenida de oportunidades para aproveitar da melhor maneira possível as qualidades da bioeletricidade feita a partir da biogás da vinhaça, da palha e do bagaço de cana. Além de ser um fonte limpa e renovável, traz segurança energética e desenvolvimento socioeconômico, gerando emprego e renda próximo ao centros de consumo e grandes cidades”, diz o especialista.

 

O biogás e biometano no setor sucroenergético

A partir de dados da EPE, Zilmar Souza também mostrou que o potencial de geração de energia elétrica para a rede a partir do biogás da vinhaça é de mais de 2 GW médios, o que representaria atender 5% do consumo nacional ou quase 11 milhões de residências ao longo do ano.

 

Outro produto que pode ser fabricado a partir do aproveitamento energético da vinhaça é o biometano. De acordo com o consultor Ambiental e de Recursos Hídricos da UNICA, André Elia Neto, somente o biometano pode gerar energia suficiente para atender 5% da demanda nacional de gás natural, representando aproximadamente 15% do que atualmente é atendido pela rede canalizada no Estado de São Paulo.

 

“A vinhaça, um subproduto da produção de açúcar e etanol, é abundante no segmento canavieiro. Além de servir de base para a produção destes dois novos renováveis, não perderia a sua utilização como fertilizante na lavoura de cana”, diz o Elia.

 

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