Vinícola gaúcha é a primeira da América Latina movida a energia solar

O parque solar com 600 painéis fotovoltaicos vai suprir 100% da demanda energética do empreendimento

A Guatambu é uma vinícola boutique que trabalha com administração familiar, em pequena escala, somente com uvas próprias e lotes limitados. Localizada em Dom Pedrito, na Campanha Gaúcha, a vinícola terá até o mês de maio deste ano um parque solar com 600 painéis fotovoltaicos que servirão para suprir 100% da demanda energética do empreendimento, tornando-se a primeira vinícola da América Latina a ser movida a energia solar. O projeto, em fase de implantação desde a segunda quinzena de fevereiro, esteve em período de teste a partir de 2013, com 18 painéis instalados fornecendo parte da energia para as instalações.

 

O investimento de R$ 1,3 milhões tem previsão de retorno em oito anos. Além de economia de energia elétrica, o sistema registra a economia na emissão de CO2 e devolverá à rede de energia a produção sobressalente que não for utilizada.  “Nosso consumo no pico é de 20 mil quilowatts por mês. Com a instalação do sistema fotovoltaico, vamos garantir uma economia financeira e de energia”, afirma o sócio-proprietário da Guatambu, Valter José Pötter. “Nossa trajetória empresarial sempre foi norteada pela inovação e sustentabilidade econômica, social e ambiental dos empreendimentos. No caso da vinícola não poderia ser diferente”, diz Pötter. As placas também servirão como cobertura do estacionamento, na entrada da propriedade.`

 

A sustentabilidade também é encontrada no fornecimento de água do local. Reservatórios foram construídos para captar água da chuva, que é utilizada para PPCI e irrigação dos jardins. Outra parte segue para estação de tratamento, construída dentro dos padrões da Organização Mundial da Saúde, produzindo 500 litros de água potável por hora, que é utilizada para no complexo industrial e enoturístico. Nos vinhedos, também não poderia ser diferente: em 2014 a sócia-proprietária e enóloga da Guatambu, Gabriela Hermann Pötter, implementou um projeto-piloto com uma técnica sustentável e ecológica no controle de doenças fúngicas, com a utilização de micro-organismos que combatem naturalmente os fungos sem o uso de químicos.

 

 

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