DATA: 21/12/2015

Variações climáticas elevam os preços de hortaliças e frutas

Culturas de tomate, cebola e batata foram influenciadas pelas temperaturas elevadas aliadas às fortes chuvas que incidiram nas principais regiões produtoras

As hortaliças registraram alta nos preços comercializados nas principais centrais de abastecimento do País, no mês de novembro. É o que aponta análise divulgada nesta sexta-feira (18/12), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sobre os preços de comercialização no atacado dos principais produtos hortigranjeiros.

 

O estudo, feito pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Companhia, revela que as culturas de tomate, cebola e batata foram influenciadas pelas temperaturas elevadas aliadas às fortes chuvas que incidiram nas principais regiões produtoras do País.

 

Com isso, a quantidade e a qualidade dos produtos ofertados no mês de novembro deste ano sofreram prejuízos, ocasionando alta de preços. A menor elevação foi de 16,7%, para o tomate, e o maior aumento foi de 107,5% para a cebola nas capitais pesquisadas. A cenoura acompanhou o comportamento e chegou a apresentar elevação de até 23% em alguns mercados.

 

Já as variações de preços de alface são típicas de cada mercado, uma vez que a produção da folhosa está localizada sempre mais próxima dos centros de consumo. Apesar dessa especificidade, a hortaliça apresentou alta nos entrepostos pesquisados, com elevação máxima de 91% em Curitiba (PR), reflexo da queda na oferta do produto devido às constantes chuvas ocorridas durante o mês de novembro.

 

Frutas

A grande procura por frutas impulsiona os preços comercializados para cima, mesmo com uma maior oferta disponibilizada pelos produtores. Outro fator que influencia a subida de preços é o favorecimento das exportações com o dólar em patamar elevado, o que diminui a oferta de produtos no mercado interno.

 

A maçã foi a fruta que apresentou maior elevação quando comparada com outubro. A alta chegou a 34,6% em Campinas (SP). As fortes chuvas, que levaram à redução da colheita do produto, e a continuidade da alta do dólar colaboraram para o aumento dos custos de produção e favoreceram a exportação, contribuindo para a alta registrada.

 

O excesso de chuvas nas regiões produtoras no Sul do País também prejudicou a produtividade da banana, o que acabou por acarretar na diminuição da área plantada. Já em Minas Gerais e no sul da Bahia, a escassez de chuva influenciou na menor demanda do produto nos entrepostos.

 

Os altos custos de produção e as exportações elevadas são os principais fatores que influenciam na menor oferta do mamão no País, o que pressiona para cima os preços de comercialização da fruta. A melancia não apresentou comportamento uniforme. Já a laranja foi a única fruta que apresentou uma ligeira queda nos preços, uma vez que a oferta se manteve forte no último mês.

 

 


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