Irrigação

Valmont investe US$ 5 milhões na modernização de fábrica em Uberaba

Potencial brasileiro para expandir área irrigada motivou a empresa a melhorar a produção de pivôs

A Valmont, fabricante de equipamentos para irrigação da Valley, anunciou que vai melhorar a infraestrutura da sua subsidiária brasileira. A empresa investiu US$ 5 milhões para modernizar e aumentar a capacidade de produção da fábrica de Uberaba (MG) nos últimos cinco anos. Atualmente, a planta produz 40% da sua capacidade, tendo condições de mais que dobrar a fabricação de pivôs centrais.

 

O Brasil tem hoje seis milhões de hectares irrigados, mas, segundo estudo da Esalq/USP e do Ministério Nacional de Integração, o País tem potencial para expandir essa área em até 10 vezes, alcançando 61 milhões de hectares irrigados. De De olho nessa perspectiva para o mercado brasileiro, a Valmont adquiriu uma nova linha de manufatura, atualizou os maquinários, ampliou a área de expedição e investiu na construção de um novo centro administrativo.

 

Nesta segunda-feira (21/03), Mogens Bay, presidente e diretor executivo da Valmont, visitou a fábrica em Uberaba e afirmou que o Brasil é um importante mercado para empresa norte-americana. “Essa expansão não só aumentará a eficiência na produção agrícola, como também promoverá o desenvolvimento social e econômico nas regiões de produção”, diz o presidente. “Há um grande potencial para o crescimento da área irrigada no Brasil e a Valmont está trabalhando para atender essa demanda.”

 

Crise econômica

O cenário econômico não interrompeu os planos de investimento da empresa, embora as vendas da Valmont tenham registrado retração de 20% em 2015. Alguns fatores tranquilizam os representantes da Valmont, entre eles o ciclo do mercado, que deve apresentar uma recuperação em breve. Segundo Bay, as vendas nos Estados Unidos e em outros países caíram mais de 20%, o que mostra que a instabilidade não é um problema exclusivo do Brasil. “Em vez de extremamente bom, o negócio se tornou bom”, afirma o presidente.

 

Com a valorização do dólar perante o real, a Valmont ganhou competitividade no mercado externo e prevê que 10% da produção brasileira neste ano seja exportada para países da América do Sul. A expectativa é aumentar essa participação nos próximos anos, mas, segundo João Rebequi, diretor da Valmont no Brasil, isso vai depender do câmbio. “O que nos faz competitivos é exclusivamente o dólar. Hoje estamos trabalhando com um dólar de R$ 3,80 para exportação, mas a previsão dos economistas é que a gente feche o ano em R$ 4,10. Se disparar, nós ficamos mais competitivos.”

 

 

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