Cana
DATA: 22/12/2015

Usina Coruripe alcança produtividade de 114 toneladas de cana por hectare

Empresa sucroalcooleira conquistou melhor índice de produtividade do país e registrou aumento de 16% do faturamento

Em 2015, a Usina Coruripe, de Iturama (MG), ampliou o faturamento em 16% em relação a 2014 e conquistou o melhor índice de produtividade do país na área agrícola de Iturama (MG), chegando a 114 toneladas de cana-de-açúcar por hectare (114 t/ha). O levantamento foi realizado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), que analisou cerca de 170 usinas sucroalcooleiras do país na safra 2015/2016.

 

Canavial planejado
Segundo o presidente da Usina Coruripe, Jucelino Sousa, em três anos, a produção da safra de cana-de-açúcar da unidade de Iturama cresceu 38,3%: de 82,4 t/ha em 2012/2013 para 114 t/ha em 2015/2016. “Foram primordiais o trabalho, a dedicação e o comprometimento no planejamento e execução no canavial, além das condições climáticas deste ano, que foram favoráveis”, diz o presidente. “Investimos muito no manejo varietal da cana, tecnologia que permite escolher o melhor material genético para ser plantado em área específica do canavial”, diz.

 

Outro destaque obtido neste ano pela Usina Coruripe foi o ótimo desempenho na área industrial. A unidade de Carneirinho (MG) obteve o terceiro lugar em eficiência industrial do Brasil e as demais unidades ficaram acima da média do Centro-Sul. “Esse fator também foi fundamental para concretizarmos todo o planejamento agrícola. Estamos moendo com a máxima capacidade industrial instalada, o que representa 14 milhões de toneladas por safra”, afirma Sousa.

 

O presidente da Usina Coruripe conta que houve redução dos custos de produção e as expectativas são positivas para o próximo ano. “Para a safra 2016/2017, teremos disponibilidade de cana-de-açúcar, bons preços de etanol, que tem crescente aumento no consumo, e de açúcar, devido ao deficit global depois de cinco anos de superavit”, diz Sousa.

 

Para 2016, a meta da empresa é faturar cerca de R$ 1,9 bilhão, número 18,75% maior que 2015. Os investimentos serão da ordem de R$ 55 milhões. “Os grandes desafios do setor serão reduzir os custos de produção com aumento de eficiência, diminuir o endividamento e voltar a crescer com planejamento e políticas energéticas governamentais definidas, garantindo a sustentabilidade”, afirma o presidente.

 


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