Unidade de processamento aumenta a produção de mel em Minas Gerais

O investimento resultou no aumento de 30% da produção de mel e no aumento da comercialização

A unidade de processamento de mel da Associação dos Apicultores de São Domingos do Prata (AAPISPRATA) está impulsionando a produção local de mel. Em São Domingos do Prata, localizado na região Central de Minas Gerais, a fábrica também está ajudando a reorganizar a apicultura. Antes, os apicultores trabalhavam individualmente, o que dificultava bastante na hora de processar o mel e vender o produto. Com a unidade de processamento, a realidade é outra. O grupo conseguiu aumentar a produção e ampliar o acesso ao mercado.

 

A unidade de processamento é completa. Tem decantadores, centrífuga, descristalizador, alveolador mecânico, balanças e peneiras galvanizadas entre outros equipamentos. De acordo com Aloísio Santos, o investimento resultou no aumento de 30% da produção de mel do grupo.

 

Antes da implantação da unidade, o apicultor José Martins Barony processava o mel em um quarto pequeno de sua propriedade e numa modesta centrífuga manual. “Era bem mais difícil e a gente chegava a perder mel”, diz o Barony. Segundo o apicultor, que trabalha na atividade há 18 anos, a criação da associação ajudou a fortalecer e a profissionalizar o grupo.

 

José Barony afirma que a unidade de processamento melhorou a qualidade do produto do grupo e ajudou a agregar valor. “Melhorou demais. O nosso mel tem mais qualidade e vendemos por um preço melhor”, afirma o produtor. Atualmente, cerca de 50% da produção da associação é vendida para uma empresa de Ipatinga, na região Leste de Minas Gerais, que exporta o produto para a Europa.

 

Organização

A Associação dos Apicultores de São Domingos do Prata (AAPISPRATA) tem 25 membros. A unidade de processamento de mel foi criada com recursos do Minas Sem Fome, programa estadual coordenado pela Emater-MG que destinou à associação cerca R$ 80 mil para a compra de equipamentos e material de construção. A prefeitura ficou responsável pela contratação de mão de obra e doou uma máquina de sachê.

 

Para o extensionista da Emater Aloísio Porto Santos, a iniciativa gerou uma série de benefícios. “Produção em escala para a comercialização, obtenção de melhores preços do mel e derivados, realização de compra e venda em grupo”, diz o técnico. “Essa era uma necessidade e anseio antigo dos apicultores. Individualmente eles não possuíam recursos para adquirir os equipamentos para processar o mel”, conta o técnico da Emater-MG.

 

 

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