Trigo

Trigo: área cultivada pelos países do Mercosul deve diminuir 5%, diz INTL

A diminuição da área plantada e a instabilidade climática recente devem levar a uma redução líquida de 6% na produção do cereal

Considerando a expectativa de plantio do trigo no ciclo 2017/2018 para os países-membro do Mercosul que não estão suspensos (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), espera-se uma queda líquida da área no bloco, apesar da previsão de uma nova expansão da área argentina. “Utilizando dados das principais fontes públicas para cada nação, observa-se que a área plantada líquida do bloco deve cair 5%, ficando em 7,77 milhões de hectares”, diz o analista de mercado da INTL FCStone, João Macedo.

 

De acordo com avaliação da consultoria, essa queda, juntamente com a instabilidade climática recente, deve levar a uma redução líquida de 6% na produção do cereal, que tende a ficar pouco acima de 24 milhões de toneladas. No caso da Argentina, os preços deverão se manter sobre forte pressão, devido ao cenário de ampla oferta no Mar Negro. “Para competir pelos mercados asiáticos e africanos, o produto argentino terá que competir com o russo, o que deve manter os preços baixos também para o mercado brasileiro”, diz o analista Macedo.

 

Todavia, o rumo dos preços na Argentina também deve ser afetado pela produtividade final e pelas exportações no próximo ciclo, variáveis ainda cercadas de incerteza. “Caso as condições climáticas realmente reduzam os rendimentos das lavouras argentinas e ocorra forte demanda por exportações, é provável um forte impulso nas cotações da região por uma queda mais intensa na disponibilidade do cereal”, afirma. Por outro lado, se a produção se expandir e a estimativa de exportação argentina de 11 milhões de toneladas se confirmar, somente um leve aumento nos preços é esperado em virtude da queda de área líquida do bloco.

 

Produção de trigo

As cotações em patamar reduzido e os maiores riscos climáticos que envolvem o cultivo de trigo colocaram a área plantada, ao longo dos últimos anos, em tendência de queda na maior parte dos países do Mercosul. O plantio na Argentina foi a exceção neste movimento, com o mesmo voltando a crescer no ciclo 2016/2017 após a implementação de políticas públicas favoráveis à comercialização do cereal, especialmente no âmbito global.

 

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