DATA: 23/09/2015

Toledo lidera em receita agrícola no Paraná

O crescimento do Valor Bruto da Produção Agropecuária do município foi cinco vezes maior do que a média do Estado

O município de Toledo, na região Oeste, é mais uma vez o campeão no Valor Bruto da Produção (VBP) Agropecuário do Paraná. Em 2014, o agronegócio da cidade gerou, da porteira da fazenda para dentro, R$ 1,75 bilhão – 10% acima do ano anterior, de acordo com o cálculo feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento.

O crescimento do VBP de Toledo foi cinco vezes maior do que a média do Estado, que avançou 2%, chegando a R$ 70,7 bilhões na mesma base de comparação. Também registraram alto desempenho, com os maiores VBPs Agropecuário do Estado, Cascavel (Oeste), com R$ 1,43 bilhão; Castro (Campo Gerais), com R$ 1,19 bilhão, e Guarapuava (Centro), com R$ 810 milhões.

De acordo com o engenheiro agrônomo Carlos Hugo Godinho, do Deral, a maior contribuição para o resultado de Toledo foi da suinocultura de corte, que representou 31% da receita gerada, seguida pelo frango de corte (16%), soja (14%), suínos para recria (8%) e milho (6%).

“O município se mantém na liderança do VPB há alguns anos e continua a crescer acima da média do Estado”, afirma Godinho. Com esse resultado, o VBP por habitante em Toledo ficou em R$ 14,6 mil. Desde 1997, Toledo só perdeu o posto de líder de VBP no Paraná em 2012, quando foi superado por Castro.

Nos últimos dois anos, o VBP de Toledo cresceu 58%, amparado pelos projetos de expansão na área de suinocultura e avicultura, de acordo com o secretário da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento do município, José Augusto de Souza. “Hoje Toledo é o maior produtor de suínos e aves do Estado, o segundo em peixe (tilápia) e o quinto em leite”, diz.

Por dia, são abatidos 7 mil suínos, 400 mil aves e 48 mil quilos de tilápia. A produção de leite por ano é de 97 milhões de litros. Toledo tem unidades de gigantes do agronegócio, como BRF, Globoaves e Globosuínos, C.Vale e Copagril.

O município também está entre os mais produtivos quando o assunto é grãos, com um rendimento de 3,6 mil quilos por hectare na soja e 5,6 mil quilos por hectare no milho da segunda safra. “Na próxima, o milho deve totalizar uma produtividade de 7,1 mil quilos”, prevê Souza.

O avanço é possível, de acordo com ele, graças à combinação de alta tecnologia aplicada no campo, pesquisa e assistência técnica e investimentos em infraestrutura, como asfaltamento rural, que vem ajudando a fixar a população no campo. A Emater realiza um trabalho de apoio à agricultura familiar junto a 400 propriedades do município.

O vigor do agronegócio se multiplica na economia municipal, com a geração de empregos e renda, e tem ajudado a driblar a crise econômica nacional. O agronegócio responde por 20% dos empregos na cidade e por 28% do Produto Interno Bruto (PIB). O dinheiro da venda do campo aquece as vendas do comércio e dos serviços, criando benefícios em outros segmentos” diz o secretário municipal da Agricultura.


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