Tecnologia pode aumentar em até 40% a produção de milho no Brasil

Teste realizado em Mato Grosso mostrou que o Estado poderia elevar em até 38% sua produtividade média por hectare

Nos próximos cinco anos, o Brasil pode aumentar sua produção de milho em até 45 milhões de tonelada, o que equivale à produção de todo o Mato Grosso. Segundo a McKinsey & Company, o ganho viria da aplicação de tecnologias de análise localizada de produtividade, sem a necessidade de aumentar a área plantada de milho no País, que tem cerca de 15 milhões de hectares.

 

A McKinsey, em parceria com a ConScience Analytics, desenhou ferramenta que cruza características físico-químicas de solo e da planta, dados climáticos detalhados e informações sobre insumos e tratos culturais utilizados no País. Com esse mapeamento, produtores podem identificar áreas com maior potencial de aumento de produção e priorizar investimentos nessas regiões.

 

Teste dessa ferramenta realizado em Mato Grosso mostrou que o Estado poderia elevar em até 38% sua produtividade média por hectare caso direcionasse investimentos para áreas com maior potencial. Essa iniciativa poderia elevar a receita com a cultura de milho no Estado em até US$ 800 milhões.

 

A maior produtividade, segundo a McKinsey, viria de investimentos mais adequados e independentemente de qualquer melhoria na infraestrutura “fora da porteira” do agronegócio brasileiro.

 

O teste em Mato Grosso apontou que cidades como Nova Maringá, Porto dos Gaúchos e São José do Rio Claro, poderiam aumentar sua produtividade em mais de três toneladas por hectare. Municípios onde ainda predominam pastagens e florestas, como Colniza e Aripuanã, também podem obter o mesmo ganho, mas no longo prazo.

 

 

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