Colheitadeira.
DATA: 11/01/2016

Soja em grãos é principal responsável pelo aumento nas exportações de 2015

O volume exportado de soja em grãos aumentou 19% em relação a 2014 e alcançou o recorde de 54,32 milhões de toneladas

A quantidade de soja em grão, milho, frango in natura, café e celulose vendidos ao exterior em 2015 registrou recorde na série histórica da balança comercial do agronegócio, iniciada em 1997. O volume exportado de soja em grãos aumentou 19% em relação a 2014 e alcançou a marca de 54,32 milhões de toneladas, maior quantidade registrada na história.

 

Os demais recordistas são o farelo de soja, com 14,8 milhões de toneladas vendidas para o exterior (aumento de 8%), o milho, que alcançou 28,9 milhões de toneladas (crescimento de 40%), o café, com 2,09 milhões de toneladas (1%), a carne de frango in natura, com 3,89 milhões de toneladas (7%) e a celulose, com 11,97 milhões de toneladas (8%).

 

Houve aumento em outros itens importantes para o agronegócio do País, como o álcool (34%), frutas (17%), papel (14%), cacau e derivados (12%) e carne suína (10%). As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (11/01), em entrevista coletiva, pela secretária de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura (Mapa), Tatiana Palermo.

 

Agronegócio

 No ano passado, a participação do agronegócio na balança comercial brasileira foi a maior desde o início da série histórica, respondendo por 46,2% de tudo o que é vendido ao exterior. Em 2014, esse percentual foi de 43% e, em 2013, 41,3%.

 

Em relação ao valor exportado, o complexo soja ficou com a primeira posição no ranking, com US$ 27,9 bilhões. As carnes vêm em segundo lugar nas vendas externas (US$ 14,7 bilhões), com destaque para a carne de frango, que representou 48% do valor exportado pelo setor de carnes (US$ 7,07 bilhões e 4,23 milhões de toneladas).

 

Os produtos florestais ocuparam a terceira posição. Foram exportados US$ 10,33 bilhões, dos quais mais da metade representa venda de celulose (US$ 5,59 bilhões). Em relação ao ano anterior, houve crescimento de 5,6% em valor, quando as exportações do produto haviam alcançado US$ 5,29 bilhões.

 

Renda

Seguindo a tendência mundial das commodities, os principais produtos agrícolas brasileiros exportados, como soja e carne, sofreram recuo no preço médio. O fato levou à redução do superávit da balança, que em 2015 foi US$ 75,15 bilhões, inferior aos US$ 80,13 bilhões em 2014. A baixa, porém, foi compensada pelos volumes recordes exportados e pela valorização do câmbio, o que sustentou a renda em real dos exportadores.

 

“Em tempos difíceis do cenário econômico mundial, com a queda generalizada de preços, estamos muito bem, com a venda de volumes recordes ao longo de 2015”, afirma a secretária Tatiana Palermo. “A taxa de câmbio aumentou 45% desde o início do ano. Essa alta amenizou a queda nos preços das principais commodities agrícolas. A atividade agropecuária continua sendo bem remuneradora.”

 

O crescimento contínuo do ganho dos produtores brasileiros pode ser constatado quando se analisa os valores médios exportados em reais. Em 2015, as exportações somaram R$ 299 bilhões, aumento de 30,8% em relação ao ano anterior.

 

Principal destino

A China foi o principal destino dos produtos do agronegócio brasileiro em 2015, somando US$ 21,28 bilhões, principalmente em soja em grãos e celulose. O país asiático foi o destino de mais de 75% da soja em grãos brasileira exportada no período. O segundo destino foram os Estados Unidos (US$ 6,47 bilhões) com destaque para café verde (US$ 1,18 bilhão), celulose (US$ 983,62 milhões) e álcool (US$ 451,03 milhões).

 


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