DATA: 22/10/2015

Sistema de confinamento confortável garante mais leite

O sistema Compost Barn se sobressai por permitir bem-estar animal e já está sendo usado em outros países produtores

O gerente de Pecuária da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), Jesus Xavier Ferro, participou, na última sexta-feira (16), de visita a um novo sistema de confinamento de vacas leiteiras. Conhecido por Compost Barnet, o sistema foi implantado na Fazenda Paraíso do Jersey, no município de Hidrolândia.

 

Os visitantes foram acompanhados por um especialista em Compost Barn, Adriano de Siqueira Seddon, da empresa Alcance Rural. O grupo veio a Goiás a convite do Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás (Sindileite) para apresentar o sistema já difundido nos Estados Unidos, em Israel e em alguns países da Ásia e da Oceania. Na ocasião, Adriano proferiu palestra acerca do sistema a cerca de 150 produtores de leite, representantes de laticínios e técnicos do segmento leiteiro em Goiânia.

 

O sistema Compost Barn se sobressai por permitir conforto e bem-estar animal, como a limpeza dos galpões, resfriamento de até três vezes ao dia das matrizes e outros “luxos”, como cortina e ventiladores potentes, para que os animais fiquem sempre “fresquinhos”. De acordo com Adriano Seddon, nas ordenhas no sistema de confinamento de vacas, as matrizes podem produzir até três lactações diárias, alcançando uma produção de seis litros em média a mais por estas condições.

 

“O Brasil é o país do Compost Bedded Pack”, afirma Seddon. Temperaturas adequadas durante todo ano mesmo nas regiões mais frias, disponibilidade de variedade de materiais para cama, menor custo de implantação e demanda pelo composto de alta qualidade. Estas são algumas das vantagens citadas pelo palestrante deste sistema aqui no país. Além disso, ele ressalta a otimização do bem estar animal, diminuição de lesões de casco e pernas, maior longevidade das vacas, redução da CCS, entre outros benefícios.

 

Após visitar a unidade experimental, Jesus Ferro, da Emater, considerou que o sistema é “válido para os grandes produtores”. Para o gerente, grande proprietário é aquele que produz mais de cinco mil litros diários. O pequeno em geral não passa de cem litros. O alto custo do sistema pesa na balança, ou melhor, no bolso da pequena propriedade leiteira.

 

Com informações da Emater-GO.

 


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