DATA: 09/08/2015

SENAR pode contribuir para produção de café mais sustentável

A entidade está estudando a parceria com o programa que orienta o produtor sobre boas práticas agrícolas

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) foi convidado para ser parceiro do programa Café Sustentável, que vem treinando produtores de café pelo mundo. Como o Brasil é líder na produção de café sustentável, o objetivo é melhorar essa prática dando assistência ao produtor. O Senar está interessado em fazer parte do programa e já pensa em alternativas para formar novos técnicos de campo

O Brasil é líder mundial em  produção de café sustentável e pode avançar ainda mais se o produtor rural aprender a adotar práticas sustentáveis.  É o que apregoa o programa Café Sustentável, iniciativa mundial apresentada ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) com o convite de parceria para levar a Assistência Técnica e Gerencial da entidade aos produtores brasileiros de café.

Em reunião com o Secretário Executivo do SENAR, Daniel Carrara, Superintendentes Regionais de Estados produtores, Superintendente Técnico da Confederação da Agropecuária e Pecuária do Brasil (CNA) Bruno Lucchi, e o coordenador de Assistência Técnica e Gerencial, Matheus Ferreira, o consultor do programa no Brasil, Pedro Ronca, explicou que a meta do programa é treinar 500 mil produtores no mundo, em 2015. “Todos os compradores estão vendo o Brasil com outros olhos, porque temos capacidade para atender a demanda mundial por café sustentável, mas também um desafio: levar  assistência técnica ao produtor de café”, destacou.

O programa Café Sustentável envolve parceiros da indústria, do comércio, governos, ONGs e instituições verificadoras e certificadoras de sustentabilidade e é mantido pela IDH – sigla em inglês, para Iniciativa Comércio Sustentável, Federação Europeia do Café e indústrias.

Pedro Roca informou que  19 instituições, entre elas a CNA, elaboram o Currículo de Sustentabilidade do Café com os temas centrais e fundamentais em sustentabilidade que servem de referência para o produtor e o técnico de campo. Mas fez questão de deixar claro que esse guia de boas práticas não é uma certificação. “É uma ponte para levar os pequenos produtores a alcançar a certificação do café que produzem.”

Os Superintendentes do SENAR e o Secretário Executivo ficaram interessados em participar do programa.  “O grande beneficiário dessa produção sustentável é o próprio produtor de café, que terá um canal privilegiado para a comercialização de um produto de qualidade”, concluiu  Daniel Carrara que sugeriu um curso específico no portal de educação a distância do SENAR para formar técnicos de campo em boas práticas de produção de café e levar a Assistência Técnica e Gerencial aos produtores.


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