DATA: 19/02/2016

Seagri e Ceplac discutem ações para o desenvolvimento rural da Bahia

O objetivo é fomentar o aumento da produtividade no Estado, a partir da produção de mudas clonadas de seringueiras

O secretário da Agricultura, Vitor Bonfim, reuniu-se, na terça-feira (16/02), com representantes da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), iniciando diálogo sobre ações conjuntas entre as instituições, visando promover o desenvolvimento rural da região sul e extremo sul do Estado. Entre os assuntos discutidos destacam-se a diversificação da atividade agropecuária regional e o fortalecimento do Programa de Desenvolvimento do Setor da Borracha Natural do Estado da Bahia (Prodebon).

 

O objetivo do Prodebon é fomentar o aumento da produtividade no Estado, a partir da produção de mudas clonadas de seringueiras a ser coordenada pelas duas entidades na Estação de Una – unidade produtora de mudas, com vinte hectares de irrigação, dez hectares de jardim clonal de seringueiras, sendo capaz de produzir um milhão de mudas por ano.

 

“A reestruturação da biofábrica de Una vai promover o desenvolvimento e multiplicação da qualidade genética da seringueira no Estado, com mudas distribuídas a baixo custo para o produtor”, diz o secretário, afirmando que a região possui condições favoráveis para expansão da produção de seringueira. Além disso, essa cultura pode ser desenvolvida de forma consociada a outras, sobretudo com o cacau.

 

Além da produção de borracha, a meta é valorizar o potencial da seringueira em sistemas agroflorestais servindo de sombreamento para plantação de cacaueiros e bananeiras, por exemplo. “Essa é uma alternativa de diversificação da produção com exploração da área plantada durante todo o ano”, conta o chefe da Divisão do Centro de Pesquisas do Cacau – CEPEC/SUEBA, Adonias de Castro Filho.

 

O Estado possui mais de 300 mil hectares de cacau dentro da mata atlântica. Esse sistema agroflorestal de produção é conhecido como cabruca, pois se caracteriza pelo plantio dessa fruta sob a sombra das árvores da Mata Atlântica, após ter sido “cabrocada”, ou seja, a mata ter sido aberta para plantação dos cacaueiros, preservando as árvores que fazem o sombreamento.

 

A Ceplac atua no desenvolvimento de projetos voltados a diversas cadeias produtivas. “Temos a experiência de produção de cacau irrigado no extremo sul do Estado, que também pode ser uma alternativa implementada na região semiárida, com auxilio de mecanização. Mas possuímos também a produção de polpas de frutas como o cacau, açaí, graviola e cupuaçu”, conta o superintendente da Ceplac, Alexandre Brandão, destacando que a região sul possui ainda forte potencial para a pecuária.

 


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