Couro

Saiba por que couro ecológico e sintético não existem

Lei do Couro determina que apenas produtos fabricados com pele animal recebam a classificação

Os consumidores frequentemente escutam que sapatos, roupas e acessórios são fabricados com “couro sintético” ou “couro ecológico”. Porém, essa classificação simplesmente não existe. De acordo com a Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), o nome “couro” representa apenas o produto legítimo. É ilegal chamar os materiais sintéticos de couro.

 

Segundo a entidade, muitas empresas acabam se aproveitando da fama do couro para vender produtos de menor qualidade por preços mais altos. É por isso que existe um projeto chamado “Blitz Lei do Couro”, que desde 2014 atua com o objetivo de acabar com esse mal-entendido e defender a matéria-prima.

 

O projeto é amparado pela Lei do Couro (Lei 4.888/65) que determina que apenas produtos fabricados a partir da pele animal sejam classificados como couro. Nos últimos anos, mais de 16 mil lojas do País já foram verificadas pela blitz, que a partir desde mês vai fiscalizar o setor automotivo.

 

Segundo o CICB, a indústria automotiva é uma das que mais erram ao anunciar modelos com bancos de couro. “Muitas marcas apropriam-se das características nobres do couro para agregar valor aos automóveis informando que os assentos são feitos com a matéria-prima quando na verdade são de material sintético”, disse Ricardo Michaelsen, coordenador do Blitz Lei do Couro, em comunicado. Nessa nova fase, o projeto vai intensificar a atuação no setor monitorando canais de comunicação para verificar se estão sendo veiculadas propagandas que desrespeitam a lei.

 

Também estão previstas reuniões com empresários do setor automotivo para esclarecer a polêmica. “Queremos reiterar a existência da lei e orientar sobre como esclarecer ao consumidor as diferenças entre couro e materiais de menor qualidade”, diz.“A estratégia não apenas engana o consumidor, mas contradiz a lei, que prevê detenção ou multa para quem denominar materiais diversos como couro.” Outros órgãos como o Procon e Polícia também estão realizando fiscalizações que protegem o couro verdadeiro. A lei 8078/90 também auxilia os trabalhos, mas pelo lado dos consumidores, ao prever punições em casos de publicidade enganosa ou abusiva.

 

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