DATA: 17/10/2015

Rio Rural avança para a região serrana com ações para enfrentar estiagem

Medidas já adotadas no Norte e Noroeste do estado serão implementadas em todos os municípios serranos

As ações emergenciais do Rio Rural para enfrentamento dos efeitos da estiagem avançam para toda a Região Serrana fluminense. O programa da secretaria estadual de Agricultura, iniciado nas Regiões Norte e Noroeste e parte da Serrana (São Sebastião do Alto, Trajano de Morais e Cantagalo), já está beneficiando produtores rurais de Nova Friburgo e Sumidouro. A partir de novembro os municípios de Teresópolis, Petrópolis, Bom Jardim, Duas Barras, Cordeiro, Macuco, Carmo e Santa Maria Madalena também serão foco de ações do programa.

O governo do estado tem atuado para apoiar as áreas rurais no enfrentamento da estiagem em quase metade do território fluminense. Passamos por um período de escassez hídrica prolongada que vem nos atingindo desde meados de 2014. Esse fenômeno, que começou mais sério no Norte e Noroeste do estado, a partir dos meses de inverno, também atingiu os municípios serranos. A análise de parâmetros de precipitação e armazenamento de água no solo indicou que a falta de chuvas afetou especialmente as nascentes – frisou o secretário estadual de Agricultura, Christino Áureo.

O Rio Rural Emergencial, que conta com recursos do Banco Mundial, vem trabalhando com ações de médio e curto prazo para minimizar os efeitos da estiagem. Somente em Nova Friburgo foram investidos R$3,5 milhões, com mais de 600 produtores atendidos. Recursos diretos, não reembolsáveis, foram repassados à produtores familiares para a recuperação de nascentes, replantios da Mata Atlântica e implantação de área de recarga, entre outras medidas, colaborando para a redução do impacto da falta d´água nas propriedades.

No auge da estiagem, no início do ano, as medidas emergenciais, nos municípios serranos de São Sebastião do Alto, Trajano de Morais e Cantagalo, incluíram também, a limpeza e desassoreamento de 165 açudes coletivos e pequenos poços para dessedentação de animais e manutenção de lavouras. Mas a prioridade tem sido o abastecimento humano, nas áreas afetadas – destacou o secretário.

De acordo com dados da Emater-Rio – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural, a escassez hídrica foi responsável por perda de 15% na safra 2014/2015, equivalente a R$ 375 milhões em todo o Estado.

Christino Áureo acrescentou que apesar do cenário atual, são inúmeros os casos de relatos de agricultores que, a partir do uso de técnicas de manejo sustentável preconizadas pelo Rio Rural, estão enfrentando melhor os efeitos da seca. Nas microbacias hidrográficas atendidas pelo programa os produtores recebem incentivos financeiros para adotar entre outras práticas, irrigação por gotejamento, cultivo protegido, uso de adubos verdes, recuperação de nascentes e matas ciliares, que comprovadamente reduzem os efeitos da falta de chuva na produção.

Em Vargem Alta, distrito de Nova Friburgo, o floricultor Eduardo Lage, é um deles. Para o produtor, a estiagem de inverno desse ano foi menos severa que a do anterior. Da nascente em área de mata preservada vem a água para abastecer as casas da família e dos parceiros. No córrego que corta a propriedade é captada a água para irrigação por gotejamento da produção de flores.

Um relatório da ONU – Organização das Nações Unidas, divulgado em março deste ano alertou para a necessidade de melhoria da gestão dos recursos hídricos no planeta e citou o programa Rio Rural, como referência mundial nesta área.

 

 


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