Colheitadeira de trigo.
DATA: 07/12/2015

Rio Grande do Sul perde 34,38% da produção de trigo

Intensas precipitações concentradas no período do plantio e próximas à colheita comprometeram a formação inicial das lavouras e a qualidade final

No encerramento da safra de trigo no Rio Grande do Sul, as últimas cargas retiradas das lavouras confirmam um péssimo cenário para a triticultura, com as produtividades ficando abaixo das obtidas nas lavouras plantadas mais precocemente.

 

Com a colheita encerrada, os resultados parecem estar consolidados e o clima foi bastante decisivo para o resultado desta safra. De acordo com o Informativo Conjuntural, elaborado pela Emater/RS-Ascar, a situação das lavouras de trigo e os números refletem as péssimas condições enfrentadas pela cultura ao longo de todo seu ciclo.

 

Embora a produtividade média obtida este ano (1.693 quilos por hectare) fique 19,48% maior que a do ano passado (1.417 quilos por hectare), a produção total cai para 1,489 milhão de toneladas, ficando 10,87% menor que a do ano passado (1,670 milhão de tonelas). Se levada em conta a estimativa inicial para esta safra, que era de 2,269 milhões de toneladas, a diferença fica em – 34,38%.

 

Esta aparente contradição se explica pela significativa redução na área plantada. Este último levantamento, realizado na segunda quinzena de novembro, indica que o Estado semeou apenas 879,5 mil, contra os 1,180 milhão plantado no ano passado, redução de 25,48%.

 

Durante o ciclo do trigo ocorreram intensas precipitações, mais concentradas no período do plantio e próximas à colheita, comprometendo a formação inicial das lavouras e a qualidade final do produto. Além das fortes chuvas, houve queda de granizo e ventos fortes em áreas menores, com formação de geada tardia, quando a cultura estava em floração/formação do grão, estádio suscetível ao frio.

 

Embora o controle de doenças tenha sido eficiente, sendo constatada baixa incidência de doenças na espiga, colmo e folhas, os grãos em fase final de ciclo foram infectados por fungos produtores de toxinas, provocando perda de qualidade do grão, com restrições ao consumo humano e animal.

 

 

 


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