Restos de podas de árvores são utilizados por agricultores familiares

A técnica, além de incrementar a produção agrícola da capital federal e recuperar áreas de solo degradado, dá uma destinação aos rejeitos estocados nos galpões

Diariamente funcionários da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) fazem podas de árvores por todo o Distrito Federal. São recolhidos galhos, troncos e até árvores inteiras, que caíram ou que correm o risco de cair. Tudo é levado aos galpões da empresa no Setor de Áreas Públicas, próximo à Epia Sul, e triturado.

 

Depois, passa pelo processo de compostagem, que transforma matéria orgânica em algo semelhante ao solo e que pode ser usado como adubo. O resultado disso é doado a agricultores familiares do Distrito Federal, graças a uma parceria da Novacap com a Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

 

A técnica, além de incrementar a produção agrícola da capital federal e recuperar áreas de solo degradado, dá uma destinação aos rejeitos estocados nos galpões da Novacap. A parceria teve início em 2014, mas ganhou força neste ano. De acordo com o diretor de Fomento à Agricultura Familiar da secretaria, Athaualpa Nazareth Costa, em 2015 foram doados 900 metros cúbicos do composto para os produtores rurais cadastrados pela pasta.

 

Costa ressalta que a técnica minimiza a perda de água nas plantações e é indicada para o sistema agroflorestal, que combina árvores ou arbustos com a agricultura, de maneira simultânea ou numa sequência de tempo. “A agrofloresta é uma técnica de produção avançada que alia diversas vantagens para a proteção ambiental e que permite maiores ganhos econômicos ao produtor.”

 

O agricultor Juan Pereira, de 34 anos, utiliza esse método do plantio há aproximadamente quatro anos em um sítio no Núcleo Rural Lago Oeste, em Sobradinho. Ele planta desde folhagens, como alface, couve, rúcula e agrião, a frutas, como morango, banana e limão, e espécies madeireiras, a exemplo do eucalipto.

 

“É uma produção orgânica verdadeira. Com o solo coberto e o plantio de uma maior variedade de plantas, todas em um mesmo local, evita-se a perda de água e a perda de adubo para o sol e a chuva, além de conter o mato nas plantações”, afirma Juan, que tem o sítio considerado como modelo pela Secretaria da Agricultura.

 

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