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Região Sul ganha destaque no valor bruto de produção de 2015

Lavouras e pecuária do Rio Grande do Sul, Paraná e de Santa Catarina geraram R$ 145,6 bilhões em 2015

A região Sul do País teve a maior participação no valor bruto da produção agropecuária (VBP) de 2015. Do total de R$ 498,5 bilhões registrados no ano passado, os três Estados da região (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) foram os responsáveis pelo faturamento de R$ 145,6 bilhões dentro dos estabelecimentos rurais, de acordo com a Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura (Mapa).

 

No ranking por regiões do VPB 2015, elaborado pela Coordenação-Geral de Estudos e Análises da SPA, o Centro-Oeste vem em segundo lugar, com R$ 135,2 bilhões, seguido do Sudeste, com R$ 127,4 bilhões, Nordeste, com R$ 46,9 bilhões, e Norte, com R$ 29,1 bilhões.

 

VBP Brasil por Regiões

Os maiores produtos com VPB em 2015 foram a soja, bovinos, cana-de-açúcar, milho e café, diz o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Gasques. “Milho, soja e carne bovina apresentaram o maior valor bruto da produção nos últimos cinco anos”. Ainda de acordo com o coordenador-geral, o ano passado também foi o de melhor resultado para outros produtos ao longo dos últimos anos, com destaque para cebola, suínos, frango e ovos.

 

Milho

A cultura do milho em 2015 resultou em um valor bruto da produção de R$ 41,3 bilhões. Desse total, a Região Centro-Oeste foi responsável por R$ 19,9 bilhões. “Também chama a atenção o fato de o VPB do milho em Mato Grosso, de R$ 10,4 bilhões, ter superado o do Sul, de R$ 10,2 bilhões”, diz Gasques. Ele cita que na região estão o Paraná e o Rio Grande do Sul, importantes produtores do cereal.

 

O coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA conta que a Bahia vem se consolidando como importante polo de plantio de milho no cenário nacional: “O valor bruto da produção do grão no Estado mais que dobrou nos últimos quatro anos”.

 

Cana-de-açúcar

Em nota técnica divulgada na quinta-feira (18/01), a SPA afirma ainda que a cana-de-açúcar está ganhando espaço em áreas não tradicionais, como Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás. No ano anterior, os quatro Estados responderam por 32% do valor produto da produção de cana, contra 18% dos 10 anos anteriores.

 

“São Paulo, principal produtor de cana do País, teve reduzido fortemente o VPB da cultura nos últimos quatro anos”, conta o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA. Ele atribui a queda aos preços decrescentes e às condições climáticas desfavoráveis. “Essas são as principais razões para essa perda de faturamento de São Paulo na produção de cana.”

 

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