Pastagem. Gado bovino. Rebanho de bois.
DATA: 26/11/2015

Recuperação de pastagens reduz emissão de gás carbônico

Com sistemas recuperados, a produtividade pode saltar de 45 quilos por hectare para 120 quilos por hectare

Pastos melhores significam mais vegetação, animais engordando em menos tempo e menos emissões de gás carbônico equivalente. Segundo a Embrapa, um bovino adulto é responsável pela emissão de aproximadamente 1,5 tonelada de equivalente CO2 por ano e a recuperação das pastagens tem potencial para reduzir em um ano a idade de abate desses animais.

 

Já que, no Brasil, são abatidos cerca de 40 milhões de cabeças por ano, se metade desse rebanho for criado em sistemas mais eficientes, pode-se estimar a redução da emissão de 30 milhões de toneladas de equivalente CO2 por ano.

 

Além disso, estimativas da Embrapa apontam que com a recuperação de 12,5 milhões a 18,4 milhões de áreas de pastagens será possível um aumento na produção de carne bovina entre 2,4 milhões a 3,6 milhões de toneladas por ano, o que equivale a um crescimento de aproximadamente 33% da produção nacional.

 

Salto de produtividade

Atualmente, a produtividade média brasileira é em torno de 45 quilos de carne por hectare. Com sistemas recuperados e melhorados, essa produtividade salta facilmente para 120 quilos por hectare, em sistemas de cria-recria e engorda (ciclo completo), gerando mais renda para o produtor rural.

 

A maior parte das terras utilizadas na agropecuária no País está ocupada com pastagens, com cerca de 180 milhões de hectares, dos quais se estima que mais da metade encontra-se em algum estágio de degradação.

 

Apenas 10% das pastagens brasileiras (18 milhões de hectares) adotam sistemas pastoris menos impactantes, como pousio, rotações e Integração Lavoura Pecuária (ILP). Só no Cerrado são 32 milhões de hectares em que a qualidade do pasto está abaixo do esperado.

 


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