Integração Lavoura-Pecuária-Floresta - ILPF.
DATA: 30/11/2015

Recuperação de pastagens e outras técnicas ajudam a agropecuária

Tecnologias sustentáveis são grandes apostas do governo brasileiro para atingir sua meta de redução das emissões de gases causadores de efeito estufa

A recuperação de pastagens degradadas e a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) são grandes apostas do governo brasileiro para atingir sua meta de redução das emissões de gases causadores de efeito estufa no setor agropecuário. Aos poucos essas tecnologias sustentáveis estão ganhando espaço entre os produtores, que veem nelas também uma forma de melhoria da produção e de renda.

 

O pecuarista Valdemar Antoniolli é um exemplo. Com pastagens degradadas em sua fazenda no município de Santa Carmem (MT), ele começou a fazer a integração lavoura-pecuária como uma forma de custear as despesas com a reforma das pastagens. Começou em uma área de 380 hectares, mas em poucos anos adotou a técnica em todos os 2.400 hectares de área produtiva da fazenda.

 

Desde que começou a fazer a integração lavoura-pecuária, a Fazenda Platina passou de um rebanho de 1.700 cabeças para 4.500 cabeças. Isso mesmo utilizando parte da área como lavoura e sem tocar nos 1.100 hectares de floresta nativa da fazenda. O tempo médio de abate dos animais também teve redução de quase um ano.

 

Na agricultura, a soja teve um aumento de produtividade de cinco a sete sacas por hectare. Além disso, outros benefícios foram notados, como maior acúmulo de matéria orgânica no solo, ciclagem de nutrientes, melhor cobertura do solo, manutenção da umidade do solo reduzindo o estresse das plantas em veranicos, menor incidência de plantas daninhas, além da diversificação da renda.

 

“O grande negócio da integração é que você tem faturamento mensal o ano inteiro. O que acontece é que um lavoureiro não gosta de gado e o pecuarista não gosta de lavoura. É difícil de aceitar essa integração. Mas eu diria que todos que são produtores, deveriam de uma maneira ou outra, se encaixar, para o bem deles”, diz Antoniolli.

 


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