DATA: 26/01/2016

Recuo nas cotações do suíno vivo preocupa os suinocultores gaúchos

A queda do preço está tirando a rentabilidade e o suinocultor já trabalha com margem negativa

No Rio Grande do Sul, os suinocultores estão preocupados com a significativa queda no preço pago pelo quilo do suíno vivo no Estado. Segundo a Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS), a primeira pesquisa realizada no dia 4 de janeiro apontou para R$ 3,71 pelo quilo do suíno, diferença de R$ 0,04 em relação à última pesquisa realizada em 2015, em 21 de dezembro, quando o preço era de R$ 3,75. Já a pesquisa feita ontem (25/01) apontou a cotação de R$ 3,30, ou seja, uma diferença de 11,06% em relação à primeira semana do ano.

 

De acordo com o presidente da ACSURS, Valdecir Luis Folador, o recuo do preço está tirando a rentabilidade e o suinocultor já trabalha com margem negativa. Folador lembra que, ao contrário do preço do suíno, o custo de produção vem numa alta significativa desde o ano passado, em especial no que se refere aos insumos – milho e farelo de soja.

 

“Estamos em um momento delicado, em que o suinocultor deve gerenciar seu negócio e ver quais custos podem ser cortados. O produtor precisa ter muita cautela e buscar a máxima eficiência para a granja”, afirma o dirigente. Ele ressalta que o primeiro trimestre deve ser mais difícil para a atividade e que, mas após esse período, há perspectivas de melhoras no mercado interno, responsável por consumir mais de 80% da produção e que hoje também está estagnado.

 

Para o presidente da ACSURS, segundo apontam os números até o momento, as exportações devem se manter em patamar elevado, o que vai dar fluxo à produção e, assim, também será ponto de equilíbrio fazendo com que haja mais ou menos pressão nos preços do mercado interno. A pesquisa semanal é realizada pela ACSURS com o apoio exclusivo da MSD Saúde Animal, às segundas-feiras. Além do preço do suíno, também são levantados os preços dos insumos e das agroindústrias e cooperativas.

 

Na pesquisa, o milho ficou cotado em R$ 34,00 por saca, enquanto na semana passada estava em R$ 32,00, e o farelo de soja ficou em R$ 1.330,00 para pagamento à vista (na semana passada custava R$ 1.305,00) e em R$ 1.345,00 para pagamento com prazo de 30 dias (na semana passada era R$ 1.320,00).

 

As agroindústrias e cooperativas consultadas apresentaram as seguintes cotações para o quilo de suíno: Cotrel R$ 3,00; Cosuel/Dália Alimentos R$ 3,02; Cotrijuí R$ 3,05; Cooperativa Languiru R$ 3,00; Cooperativa Majestade R$ 2,90; Ouro do Sul R$ 3,30; Alibem R$ 2,90; BRF R$ 2,90; JBS R$ 2,90; e Pamplona R$ 2,90.

 


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