Palmito pupunha diversifica lavouras e gera renda no Paraná

Produtores familiares iniciaram o cultivo de pupunha irrigada, com alta rentabilidade da lavoura e na garantia de comercialização

O cultivo do palmito pupunha está sendo considerado uma nova opção de renda para agricultores de Cruzeiro do Oeste, no Estado do Paraná. Neste ano, quatro produtores familiares iniciaram o cultivo de pupunha irrigada, apostando na alta rentabilidade da lavoura e na garantia de comercialização da produção. Cada uma das novas lavouras possui meio hectare, em média, e tem por objetivo comprovar o potencial produtivo da lavoura na região. Os produtores contam com a assistência do Instituto Emater.

 

O município de Cruzeiro do Oeste conta hoje com uma indústria de processamento de palmito com capacidade para processar 3.000 hastes/dia, que contou com o apoio da administração municipal. Os trabalhos foram iniciados em setembro do ano passado e a fábrica está adquirindo palmito pupunha dos municípios vizinhos a Cruzeiro do Oeste, o que tem motivado os produtores locais a implantar o cultivo em suas propriedades.

 

De acordo com Simone Chieppe, da Emater de Cruzeiro do Oeste, o alto custo para a formação das lavouras é um dos desafios encontrados pelos produtores. A extensionista esclarece que a lavoura pode ser implantada com recursos do Pronaf Investimento, contando com dois anos de carência e oito anos para a amortização.

 

O custo de implantação, que vai do plantio até a formação completa da lavoura, varia de acordo com a localização da área cultivada e do sistema de irrigação utilizado. A aquisição das mudas e do equipamento de irrigação é o maior gasto na implantação da lavoura, ficando em torno de 20% e 35% do custo total respectivamente.

 

A perspectiva de introdução de um novo cultivo, compatível com as atividades já desempenhadas pelos agricultores familiares, a pouca demanda por mão de obra e o mercado garantido, aos poucos estão atraindo mais interessados. As lavouras implantadas este ano serão assistidas pelos extensionistas do Instituto Emater, em todas as etapas, e servirão como unidades de referência para novos produtores do município e da região.

 

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