DATA: 22/12/2015

Projeto visa destinação correta de animais mortos nas propriedades rurais

O Ministério da Agricultura calcula que o volume de aves e suínos mortos nas propriedades rurais chegue a 300 mil toneladas por ano

O Estado de Santa Catarina criou um projeto piloto para recolhimento, transporte e destinação de animais mortos nas propriedades rurais. A proposta construída pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Superintendência Federal do Ministério da Agricultura (Mapa) em Santa Catarina, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) deve ser implantada já no início do próximo ano.

 

O projeto piloto de Santa Catarina vem para atender uma grande preocupação do setor produtivo de suínos, bovinos de corte e de leite, ovinos e aves, agroindústrias e das entidades ligadas à preservação do meio ambiente. A proposta quer garantir a biosseguridade no recolhimento e destinação de animais mortos nas propriedades rurais, além de amenizar os impactos ambientais, trabalhistas e econômicos.

 

O Ministério da Agricultura calcula que o volume de aves e suínos mortos nas propriedades rurais chegue a 300 mil toneladas por ano, o que representa 2,5% do rebanho. Hoje, a orientação técnica é de que as carcaças dos animais mortos por causas rotineiras ou catastróficas sejam destinadas para a compostagem, o que vem causando problemas ambientais e trabalhistas. O projeto piloto busca legalizar esta situação, envolvendo a coleta, transporte e armazenamento das carcaças.

 

A proposta prevê, entre outras coisas, a criação de Unidades Processadoras de Referência que, sob fiscalização oficial, farão a destinação de forma segura e viável dos animais mortos. Esses estabelecimentos receberão os animais e serão responsáveis pelo processamento e transformação em produto final.

 

As Unidades deverão ter dedicação exclusiva e unicamente para a produção final de óleo para biodisel e farinhas para fertilizantes. A retirada dos animais das propriedades e o transporte até o entreposto também obedecerão regras para garantir a segurança sanitária.

 


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