DATA: 29/02/2016

Projeto incentiva a produção de maracujá no Mato Grosso do Sul

A iniciativa do programa Hortifruti Legal do Senar de Mato Grosso do Sul beneficia 28 famílias de produtores familiares

O Brasil ocupa o primeiro lugar na produção mundial de maracujá, com quase 600 mil toneladas colhidas. A informação divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por intermédio da Produção Agrícola Municipal em 2014 revela ainda que Mato Grosso do Sul ocupa a 25ª posição, com cerca de 50 mil quilos colhidos.

 

Apesar da baixa produção regional, uma iniciativa do programa Hortifruti Legal do Senar/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem está transformando a vida de 28 famílias de produtores familiares, que residem há quase 18 anos no assentamento Serra, um dos mais antigos do município de Paranaíba.

 

Tudo começou quando a mobilizadora do sindicato rural, Dalva Rosa Castanheiras, reuniu uma turma para o curso de Plantio e Manejo de Maracujá, uma das vertentes da fruticultura na FPR – Formação Profissional Rural. “A maioria das famílias se dedicava a produção leiteira ou pequenos cultivos, o que impossibilitava o sustento somente na propriedade. Conversei com um grupo que resolveu diversificar e melhorar a renda. O resultado foi tão bom que acionei a equipe de assistência técnica e agora, os participantes somam oito mil pés de fruta plantados”, conta.

 

Segunda fase

Desde outubro de 2015, o técnico de campo do programa Hortifruti Legal, Flávio Carlos Correa, acompanha o desenvolvimento da cultura de maracujá, que soma 7,2 mil plantas. “Atendemos inicialmente 22 famílias que plantaram a fruta da espécie Sol do Cerrado, que é muito apreciada na indústria na forma de polpa, sorvete, suco, além da casca utilização na produção de ração”, diz o técnico agrícola.

 

Correa reforça que a produção do assentamento Serra está se desenvolvendo muito bem e, no máximo, em seis meses terá início a colheita. “Os produtores são dedicados e seguem as recomendações técnicas à risca. Estamos trabalhando para implantar um sistema barato de irrigação, pois, isso aumentaria a produção de 30 para 45 quilos, por planta”, acrescenta.

 

A metodologia do ATeG voltada a produção de hortifrutigranjeiros e fruticultura tem objetivo de solucionar problemas técnicos de produção, mercado, industrialização, ou mesmo, associativismo. Para cumprir todas as etapas, o atendimento envolve visitas técnicas mensais do técnico de campo que são alinhadas com o profissional que atua como agente de comercialização, com intuito de intermediar o contato com possíveis demandas de mercado.

 

No Senar/MS, a agrônoma Alana Nunes Neto é quem faz esse trabalho e o levantamento realizado em Paranaíba proporcionou que toda produção de maracujá será absorvida por uma fábrica de polpas de frutas no município vizinho, Aparecida do Taboado. “Cheguei ao assentamento, conheci o grupo e fiz um levantamento produtivo. Pesquisei a demanda do mercado local e das cidades vizinhas e conversei com uma empresa que comprará toda a produção, estimada em 110 mil quilos de maracujá”, conta a agente comercializadora do Hortifruti Legal.

 

Expectativa

Irani Adriana da Silva foi uma das primeiras moradoras do assentamento e afirma que o clima dos vizinhos é de muita animação. “O apoio do sindicato rural e do programa de assistência técnica do Senar/MS está mudando a vida de nossa comunidade. Até agora muito pouco era produzido aqui por falta de orientação profissional e muitos pais de família têm que ir para cidade trabalhar em outras atividades”, argumenta.

 

A produtora familiar declara que o curso ministrado pelo instrutor do Senar/MS animou os produtores que começaram a plantar maracujá. Agora queremos resolver o problema da falta de água e estamos nos mobilizando para montar uma associação com 30 produtores, com ajuda do Sebrae/MS”, conclui. Em 2015, o programa de ATeG do Senar/MS atendeu 276 produtores em 2015, em 11 municípios.

 


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