DATA: 02/12/2015

Projeto estuda manejo da podridão branca nas culturas de alho e cebola

A doença causada pelo fungo Sclerotium cepivorum pode levar à perda total da produção

O manejo integrado de doenças é a principal vertente do projeto intitulado “Controle biológico e manejo integrado de Sclerotium cepivorum em cebola e alho no Brasil: abordagem baseada na caracterização de populações do patógeno e seus agentes de controle”, desenvolvido por Valdir Lourenço Junior, pesquisador da Embrapa Hortaliças.

 

O fungo Sclerotium cepivorum é o agente causador da doença conhecida como podridão branca, cuja ocorrência nas culturas de alho e cebola pode causar perdas totais da produção. A inexistência de métodos efetivos para neutralizar ou minimizar a ação do patógeno levou a pesquisa a debruçar-se sobre a alternativa do uso de agentes de controle biológico integrada com outras medidas de manejo.

 

Uma dessas medidas diz respeito à utilização de sementes de cebola sadias ou bulbilhos e sementes de alho sadio. “Procuramos evitar a entrada do fungo na área, porque uma vez instalado é impossível a sua erradicação”, diz Valdir, que também aconselha como alternativa evitar o plantio em áreas já contaminadas.

 

Em execução, o projeto tem como principais linhas de ação identificar e selecionar métodos de controle biológico do fungo, integrando com outras medidas de manejo da doença. “Vamos procurar identificar genótipos de alho e cebola com resistência parcial à doença, em um trabalho conduzido em condições de campo na Estação Experimental da Coopadap – Cooperativa Agropecuária do Alto Paranaíba, que possui uma área naturalmente infestada, o que não ocorre em Goiás e na região do Distrito Federal”, conta Valdir.

 

Segundo ele, as ações incluem a avaliação da eficácia de indutores de germinação das estruturas resistentes ao fungo na ausência de plantas hospedeiras, a biofumigação, a solarização do solo e o uso de fungicidas e outros compostos biológicos, “integrando essas medidas de manejo da doença”.

 

Com relação à primeira medida, Valdir explica que em alguns países, como a Austrália, esse manejo é uma prática comumente utilizada: como ocorre a germinação dessas estruturas na ausência de alho e cebola, o fungo morre e, consequentemente, reduz a sua população na área.

 

Já a biofumigação, outro método que pode ser utilizado no manejo da podridão branca, consiste na incorporação de extratos de plantas que produzem compostos prejudiciais ao desenvolvimento do fungo. “A ideia é tentar reduzir o inóculo do fungo em áreas infestadas, e em outras onde há ocorrências da doença recomendar essas medidas de controle para prevenir a entrada e o estabelecimento do patógeno.”

 

 


Comente essa notícia.

Faça seu cadastro ou login gratuito para enviar comentários.