DATA: 20/10/2015

Projeto estuda influência da composição química na qualidade de hortaliças

O projeto foi aprovado em 2014 pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

O projeto foi aprovado em 2014 pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, entrou em operação e, após receber algumas reconfigurações e complementação, foi aprovado também pelo Sistema Embrapa de Gestão (SEG), II Ciclo de 2015.  A proposta aprovada no CNPq, nomeada “Levantamento comparativo de atributos físicos, químicos e biológicos de solos sob produção hortícola”, do pesquisador da Embrapa Hortaliças (Brasília-DF) Juscimar Silva, envolve a questão da qualidade dos solos versus a saúde humana, a possível inter-relação entre eles e suas consequências. Esse tem sido, inclusive, um campo bastante explorado pela área de Geomedicina, a partir da correlação de dados geoquímicos com a ocorrência de doença em determinada região.

No caso de contaminação de hortaliças, muito pouca ênfase tem sido dada a estudos sobre a presença de contaminantes inorgânicos, em especial os metais pesados, que não são eliminados na lavagem ou cozimento do alimento. “Diante desse cenário, um dos objetivos do projeto é explorar a relação solo X consumo de alimentos saudáveis, com foco nos efeitos benéficos ou adversos da presença de elementos químicos na terra cultivada com hortaliças”, explica Silva.

Segundo ele, no caso dos efeitos benéficos pode-se verificar se o conteúdo nutricional das hortaliças produzidas atende os valores recomendados; ou os níveis de contaminantes, se presentes, situam-se dentro dos limites aceitáveis. Em ambos os casos, os valores são comparados àqueles preconizados pela legislação brasileira.

De acordo com o pesquisador, assim como existem elementos químicos classificados como essenciais, como nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, ferro, e zinco, entre outros, há os que podem causar problemas à saúde, a exemplo de arsênio, cádmio, chumbo, cromo. “Além dos fertilizantes produzidos a partir da rocha, há uma série de subprodutos industriais com potencial de uso na agricultura, por conterem nutrientes, mas que por outro lado podem apresentar contaminantes”, assinala.

Dessa forma, acrescenta, o estudo comparativo entre solos coletados em áreas naturais e os coletados em áreas de produção de hortaliça poderá fornecer indícios de possível acúmulo de metais nesses solos e, caso seja constatada alguma alteração, explicar os conteúdos desses elementos nas hortaliças.

A partir dos dados obtidos nas áreas agrícolas, serão realizados o mapeamento e o diagnóstico, tanto da situação nutricional como da presença desses elementos nas referidas áreas. Nesse sentido, já estão sendo recolhidas amostras de solo nos diferentes núcleos rurais do Distrito Federal. “Por meio desse levantamento de dados, vamos procurar identificar a presença e o teor desses elementos no solo e se estão sendo disponibilizados para as plantas”.

 


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