DATA: 29/02/2016

Projeto estimula o crescimento da suinocultura no Mato Grosso do Sul

Com incentivos de mais de R$ 15 milhões no último ano, o programa cadastrou mais de 63 mil matrizes, a meta é chegar a 80 mil

Mato Grosso do Sul abateu 1,4 milhão de suínos no ano passado, atingindo 127,1 mil toneladas de carne, um aumento de 7,1% em relação ao ano anterior, segundo dados da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul). Para estimular o segmento da suinocultura, a Secretaria de Estado de Produção e Agricultura Familiar (Sepaf) vai intensificar as ações do programa ‘Leitão vida’, estabelecendo a meta de chegar a 80 mil matrizes em 2016.

 

Com incentivos ultrapassando R$ 15 milhões no último ano (distribuído entre mais de trezentos produtores), o programa tem cadastrado em seu sistema mais de 63 mil matrizes e tem objetivo de expandir a atividade e aprimorar as práticas com ações de fiscalização sanitárias constantes para que a carne suína sul-mato-grossense atenda aos mercados mais exigentes.

 

Segundo dados da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), o rebanho comercial de suínos do Estado passou dos 952.128 animais em 2014 para 1.025.362 em 2015, mesmo com a redução do número de granjas comerciais de 267 para 259.

 

O aumento da demanda pela carne suína na China, o incremento da produção do Estado mesmo em tempos de dificuldade financeira e os incentivos oferecidos pelo Governo do Estado são combinações positivas para o segmento, aponta engenheiro agrônomo da equipe de Coordenadoria de Pecuária da Secretaria da Sepaf, José Nascimento Oliveira. “Temos uma conjuntura do mercado global, perspectivas de crescimento e disposição do Governo em trabalhar para seu incremento”, avalia.

 

Mesmo afetado com a alta nos custos de produção, o mercado de suínos do Brasil registrou em janeiro aumento da receita com exportações de 8,7%, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

 

Pelo programa Leitão é Vida o Governo do Estado premia a eficiência e eficácia do produtor, com incentivo financeiro que dispensa as Unidades de Produção de Suínos (UPS) – nas operações internas e interestaduais – do pagamento de ICMS incidente nas operações com animais que ultrapassem, por período de doze meses, o teto de doze animais cevados por matriz. Concede – nas operações internas – 10% de desconto no ICMS apurado sobre os animais da Unidade de Crechário (UC), destinados a terminação, e 30 % para a Unidade Terminadora (UT), deduzidos os créditos decorrentes de entradas tributadas.

 

Oliveira explica que o trabalho realizado na área de sanidade pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) recentemente resultou num sinal verde da Comissão Científica da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que aceitou o pedido do Ministério da Agricultura para certificar Mato Grosso do Sul e outros treze Estados com o status zona livre de Peste Suína Clássica (PSC), ação que deve ampliar a base territorial de exportação da carne suína brasileira. “O excelente trabalho realizado na área de sanidade contribui significativamente para que possamos afirmar que Mato Grosso do Sul produz uma das melhores carnes suínas do mundo”, diz.

 

A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) realizou trabalho de vigilância ativa em 238 das 259 granjas de suínos comerciais cadastradas na IAGRO. No período houve ainda monitoramento de frigoríficos e vigilância sorológica em todo Estado, vigilância em criatórios de suínos para subsistência, trabalho com barreiras volantes e palestras direcionadas a trabalhadores rurais.

 


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