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Programa estimula a produção de carne bovina no Rio Grande do Sul

São aproximadamente 600 propriedades atendidas de forma continuada, com plano de ação e metas de desenvolvimento

O Programa Juntos para Competir visa desenvolver as principais cadeias produtivas do Rio Grande do Sul . Os gestores da Farsul, Senar-RS e Sebrae-RS, parceiros no projeto, trabalham com ações que focam na capacitação, integração e organização dos segmentos agropecuários. Segundo o coordenador estadual de Pecuária de Corte do Sebrae-RS, Roberto Grecellé, a comercialização da carne bovina experimentou um ano bastante desafiador, resultante da atual conjuntura econômica do País.

 

“Naturalmente, a queda no consumo do produto se torna mais acentuada em momentos de retração econômica, porém, foi muito menor entre os gaúchos graças ao forte hábito que existe no Estado”, diz Grecellé. “A carne vermelha sempre foi um dos principais itens da alimentação e, mesmo nesses momentos de restrição financeira e de perda de capacidade de compra, conseguiu se manter em panorama semelhante ao de 2014.”

 

O coordenador do Juntos para Competir no Senar-RS, Antônio Aguinaga, diz que o Rio Grande do Sul não perdeu mercado, pois tem trabalhado muito forte na qualificação de seus produtos com ênfase no melhoramento genético, nos sistemas de produção e nos cruzamentos de acordo com aptidões raciais. “A qualidade da carne gaúcha tem sido sempre um diferencial de valorização a acesso a mercados”, afirma.

 

Para estimular e qualificar cada vez mais o setor, o Juntos para Competir vem desenvolvendo cinco projetos em diferentes regiões do Estado. São aproximadamente 600 propriedades atendidas de forma continuada, com plano de ação e metas de desenvolvimento (coletivas e individuais), visando o aumento de competitividade, que em momentos turbulentos confere maior estabilidade aos sistemas produtivos.

 

 

Mais que o dobro em quatro anos

Um dos principais fatores para o bom desempenho do segmento está no aumento do rebanho nos últimos anos. De acordo com levantamento do Núcleo de Estudos de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Nespro/UFRGS) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o crescimento tem sido significativo desde 2010.

 

Em 2011, o saldo da produção por abate foi superior a 400 mil animais, número que saltou para 800 mil cabeças em 2013. O balanço entre os nascimentos e o abate (superávit da cria), aumentou de 20% para 43% nos últimos seis anos. Em 2013, o rebanho era de 13,6 milhões de cabeças. No ano passado, subiu para 13,9 milhões. 2015 deve fechar com o total de 14 milhões de unidades. Para 2016, entre as principais ações previstas estão a realização de um diagnóstico amostral do segmento da bovinocultura de corte para atualização de base estatística e aferição de alguns indicadores técnico-produtivos do setor gaúcho.

 

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