DATA: 11/01/2016

Programa Capsicum promove cultivo de pimenta e pimentão na África

Entre as atividades previstas pelo projeto estão a avaliação e seleção de variedades locais e do Brasil e treinamento de agricultores para produção de sementes

Depois do sucesso do projeto envolvendo atividades de avaliação e promoção de cultivares de pimentas e pimentões (Capsicum), desenvolvidas pela Embrapa em parceria com produtores da Nigéria, entre 2012 e 2014, outros dois países africanos vão participar de ações conjuntas de projetos de pesquisa com Capsicum. De acordo com a Plataforma de Inovação Agropecuária (Agricultural Innovation Marketplace), Togo e Uganda são os próximos destinatários de dois programas de cooperação internacional entre os aprovados em 2015 pelo MKTPlace.

 

“Promoção da cadeia produtiva local de sementes: melhoramento e distribuição de variedades de pimentas e pimentão pelos agricultores” e “melhoria nos meios de subsistência de pequenos produtores de pimentas por meio de parcerias que visam o melhoramento de germoplasma e adaptação” são os títulos dos projetos aprovados, cujos planos de ação serão implementados em Uganda e Togo, respectivamente.

 

“São países diferentes, mas com alvos em comum, já que contemplam basicamente a melhoria de renda dos pequenos produtores”, conta a pesquisadora Cláudia Ribeiro, que coordena o Programa de Melhoramento de Cultivares de Pimentas e Pimentões da Embrapa Hortaliças.

 

Os pequenos produtores estão alinhados nos objetivos gerais de avaliar e promover o uso de germoplasma de Capsicum local e do Brasil para resistência a doenças e para características agronômicas de interesse da cadeia produtiva, na Uganda; e na avaliação, seleção e distribuição de variedades de pimentas e pimentões, em Togo.

 

De acordo com a pesquisadora, os níveis de produção de pimentas e pimentões em Uganda estão bem abaixo do desejável e isso se dá por conta da falta de pesquisa existente para melhorar os sistemas de produção de sementes e selecionar germoplasma adaptado ao país. “A ideia é construir uma abordagem participativa para promover a sustentabilidade do setor por meio da atuação de pesquisadores, pequenos produtores de pimenta, extensionistas e demais atores dessa cadeia”, diz.

 

No cenário de Togo, a questão refere-se à pouca disponibilidade e à baixa qualidade de sementes de pimenta (Capsicum ssp), mesmo sendo uma commodity de alta rentabilidade – apenas os agricultores perpetuam as variedades locais, coletando sementes de frutos comerciais para o próximo plantio.

 

Entre as atividades previstas pelo projeto estão a avaliação e seleção de variedades locais e do Brasil e treinamento de agricultores para produção de sementes de boa qualidade que serão disponibilizadas para os pequenos produtores, e com isso agregar valor ao sistema produtivo de pimentas, com melhoria na renda. As atividades junto aos produtores serão iniciadas em junho deste ano, com término previsto para maio de 2017.

 


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