Bicudo-do-algodoeiro
DATA: 26/02/2016

Programa alerta produtor de algodão sobre infestação de pragas no campo

O SAP-e serve para que os produtores rurais não se descuidem de lagartas já bem conhecidas

Pragas típicas do cultivo de algodão, principalmente o bicudo, continuam prejudicando a produção agrícola, especialmente em Mato Grosso, conforme recente alerta do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), divulgado no último dia 11 de fevereiro.

 

A instituição informa que três núcleos regionais – Centro (região de Campo Verde), Centro Leste (região de Primavera do Leste) e Sul (região de Rondonópolis) – ainda estão dentro da chamada Zona Vermelha de infestação, isto é, com índices B.A.S. (bicudo por armadilha por semana) acima de dois bicudos.

 

Para ajudar no monitoramento destas pragas, os cotonicultores de Mato Grosso associados à Ampa (Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão) contam com o apoio, desde a safra de 2013/14, do Sistema de Alerta de Pragas Emergentes (SAP-e). O programa foi criado na época do surgimento da Helicoverpa armigera no País e hoje os produtores contam com relatórios semanais do SAP-e Mariposas e também do SAP-e Bicudo, que é uma ferramenta do projeto de Controle Efetivo do Bicudo.

 

De acordo com o presidente da instituição, Gustavo Piccoli, o SAP-e serve para que os produtores rurais não se descuidem de lagartas já bem conhecidas como a falsa-medideira – nome popular de C. includens. –, uma das espécies monitoradas pelo SAP-e Mariposas.

 

“Graças a estas ferramentas, os associados da Ampa e seus colaboradores no campo podem ter uma visão mais objetiva sobre como está o nível de pressão das principais pragas. Isto favorece o planejamento das ações de controle, preservando a vida útil das novas tecnologias, otimizando a aplicação de agroquímicos e favorecendo a adoção de ferramentas do Manejo Integrado de Pragas (MIP)”, pontua Piccoli, também agricultor do município de Sorriso (MT).

 

O sistema

De acordo com o IMAmt, o projeto SAP-e Mariposas consiste na instalação de armadilhas (do tipo luminosa e Delta) em fazendas dos seis Núcleos Regionais de Produção de Algodão em Mato Grosso. As armadilhas são monitoradas pela equipe técnica do Instituto e os dados sobre a captura de mariposas de lepidópteros-praga pelas armadilhas (ou seja, de lepidópteros em seu estágio adulto/reprodutivo) são analisados pelos assessores técnicos regionais (ATRs) e entomologistas da instituição.

 

Na opinião do pesquisador do IMAmt Jacob Crosariol Netto, hoje responsável pelo SAP-e Mariposas, o Sistema de Alerta de Pragas Emergentes é uma ferramenta muito útil para o manejo correto no campo, mas o entomologista não descarta a necessidade de o cotonicultor e sua equipe nas fazendas fazerem o próprio monitoramento.

 

“Enfrentamos várias pragas a cada safra e o papel dos monitores de pragas é fundamental. Por isso, precisamos somar esforços e estar sempre atento às novas informações enviadas das lavouras”, diz o pesquisador.

 


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