DATA: 26/10/2015

Profissionais compartilham conhecimentos sobre bambu no Brasil e Equador

A troca de experiências e a transferência de conhecimentos tecnológicos são algumas dad ações previstas no evento

Resultados de pesquisas sobre a cultura do bambu e os avanços tecnológicos promovidos nessa cadeia produtiva movimentam dois grandes eventos, esta semana. Pesquisadores, técnicos, lideranças políticas e empresariais de diversos países participam do Seminário “O Bambu na economia, na moradia e na paisagem”, no período de 26 a 31 de outubro, em Quito, no Equador. No âmbito brasileiro acontece o Seminário Nacional do Bambu, evento que reúne, em Goiânia (GO), entre os dias 26 e 30, profissionais do campo científico e acadêmicos de diversas áreas.

 

Na capital equatoriana o encontro é realizado pela Rede Internacional de Bambu e Ratã (Inbar), organização que apoia iniciativas voltadas para a ampliação dos usos desses materiais pelo mundo. O objetivo principal do evento é promover o compartilhamento de conhecimentos científicos e tecnológicos e ampliar o acesso a informações sobre mecanismos de adaptação às mudanças climáticas e alternativas econômicas desenvolvidas no Equador, Peru e Colômbia. Serão oferecidas palestras, mesas redondas e oficinas sobre práticas de construção em bambu, além de exposição de produtos industriais e artesanais elaborados com essa matéria prima. Também está previsto uma visita a campo para conhecer experiências práticas com a cultura e iniciativas que vêm contribuindo para o desenvolvimento dessa cadeia produtiva no Equador.

 

A troca de experiências e a transferência de conhecimentos tecnológicos são ações previstas no Memorando de Entendimento firmado entre os governos do Brasil e China para a cooperação bilateral em tecnologia e inovação, com foco no desenvolvimento da cultura do bambu nos dois países. De acordo com o pesquisador Elias Miranda, responsável pelos estudos com essa cultura na Embrapa Acre, o compartilhamento é uma estratégia eficiente para ampliar conhecimentos. “O evento será uma oportunidade para conhecer novos modelos tecnológicos envolvendo o manejo e processamento do bambu”, afirma.

 

Segundo Márcio Bayma, analista da área de socioeconomia da empresa, nesses países existe uma cadeia constituída e um vasto mercado em torno do bambu e o Brasil pode se inspirar em iniciativas de sucesso para se inserir mais efetivamente nesse contexto mercadológico. O economista, que também participa do encontro, vem atuando em estudos voltados para a geração dedados sobre custo e rentabilidade de produtos, processos e serviços para subsidiar a formação de um arranjo sobre bambu, em fase de estruturação na Embrapa. “A interação com profissionais de outros países permitirá identificar possíveis demandas mercadológicas com o objetivo de direcionar o trabalho em comunidades rurais locais como forma de contribuir para o aproveitamento dessa matéria prima e para inserção dos agricultores nesse mercado”, diz.

 

A Inbar é uma Rede intergovernamental sediada na China, que investe no desenvolvimento de projetos sustentáveis com uso do bambu e ratã na construção civil, em empreendimentos comerciais e preservação ambiental. A inciativa conta com a participação de 41 países, entre eles Peru, Vietnã, Gana, Quênia, Equador e Colômbia. O Brasil ainda não é integrante, mas um projeto de Lei em tramitação no Congresso Nacional prevê a sua inclusão como membro. Em julho deste ano foi aprovado pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

 

 

O Seminário Nacional do Bambu é considerado um importante fórum de difusão do conhecimento técnico científico e de práticas inovadoras na aplicação da planta. A terceira edição do evento discutirá os avanços e entraves no desenvolvimento de pesquisas e da cadeia produtiva do bambu no Brasil em quatro sessões temáticas abrangendo Agronomia, Botânica, Engenharia Florestal, Arquitetura, Engenharia Civil, Energia e Design entre outras áreas relacionadas.

 

Com o tema “Bambu, Meio Ambiente e Tecnologia: Desafios e Perspectivas”, o evento é uma promoção do governo federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Embrapa, Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg). A execução do evento é de responsabilidade da Universidade Estadual de Goiás (UEG), por meio do seu Núcleo de Pesquisa em Materiais Sustentáveis e Fibras Naturais (Vittata Bambu/UEG), Universidade Federal de Goiás (UFG), Pontíficia Universidade Católica (PUC) de Goiás e Universidade de Brasília (UnB).

 

 

 

 

 


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