DATA: 19/12/2015

Produtor de rapadura investe em tecnologia para melhorar produção

O produtor Enilson Magno Teles produz mensalmente 12 mil unidades de rapaduras, cada uma com cerca de 700 gramas é vendida a R$ 2,00

O produtor Enilson Magno Teles mantém viva uma atividade que faz parte da tradição no meio rural de Itaguara (MG): a fabricação de rapadura. Ao contrário de muitos produtores que preferiram migrar para a produção de tomate ou investir na prestação de serviços, ele decidiu seguir em frente com um trabalho que dura mais de duas décadas.

 

Enilson conta que começou na atividade observando os pais. Hoje, além de contar com a mão de obra familiar, principalmente com a ajuda da esposa, ele também emprega quatro funcionários. O produtor planta a cana usada da fabricação da rapadura e não deixa de atualizar os conhecimentos, por meio de capacitações. Adepto das novidades tecnológicas, ele reconhece que muitos produtores de rapadura enfrentaram dificuldades, mas acredita que o bom desempenho do seu trabalho é fruto da modernização do maquinário.

 

“Acredito na tecnologia, por isso comprei um caminhão pra puxar a cana e troquei o engenho. A forma de trabalhar a rapadura foi muito facilitada nessas últimas décadas”, diz Teles. Ele produz mensalmente 12 mil unidades de rapaduras. Cada uma, com cerca de 700 gramas é vendida a R$ 2,00 nos municípios de Pará de Minas, Divinópolis, Bom Despacho, Nova Serrana, Pitangui, Cláudio, Carmo da Mata, Oliveira e Carmópolis de Minas.

 

“É um produtor muito receptivo às informações técnicas e participa dos trabalhos realizados pela Emater-MG, desde 2001, quando começou com o 1º Curso de Processamento Artesanal de Cana-de-Açúcar, ministrado pela empresa”, conta a extensionista de bem-estar social Cornélia Silveira.

 

De acordo com a extensionista, mesmo com os agricultores migrando para outras atividades, a produção de rapadura faz parte da história do município de Itaguara. “Existem relatos de engenhos produzindo rapaduras há mais de cem anos, por isso, como tradição cultural a fabricação de rapaduras não perderá jamais a sua importância”, diz.

 

Atualmente, segundo a técnica, Itaguara tem 14 unidades de processamento artesanal de cana-de-açúcar (engenhos) com 47 agricultores familiares. Juntos esses produtores produzem mensalmente 75, 8 mil unidades de rapadura. Ainda de acordo com Cornélia, 50% dos produtores de rapadura fazem parte de associações de agricultores familiares, utilizam a linha de crédito Pronaf e já participaram de três cursos ministrados pela Emater-MG, em parceria com o Senar.

 

As rapaduras são feitas puras e acrescidas de amendoim, mamão, coco e abóbora, entre outros sabores. Além da região, a comercialização é realizada em entrega direta na Ceasa, Sul de Minas, com destaque para a cidade de Piranguinho, famosa pela fabricação de pé de moleque.

 

 


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