Chuva na lavoura de soja.

Principais regiões produtoras terão chuva na primeira quinzena de março

Maiores volumes de chuva deixam o produtor em estado de alerta para as doenças causadas por fungos

As chuvas ainda devem preocupar os produtores rurais, causando momentos de paralização nos trabalhos de colheita e plantio em algumas regiões do Brasil. O Brasil deve registrar bom índice de umidade e ainda receber influências do El Niño, embora com menor intensidade. Alguns Estados do Sul, Centro-Oeste e Sudeste receberão os maiores volumes de chuva, deixando o produtor em estado de alerta para as doenças causadas por fungos.

 

A meteorologista Graziella Gonçalves, da Somar Meteorologia, diz que a situação será mais complicada na região do Matopiba, formada pelos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. “A chuva foi muito volumosa no plantio e no momento do desenvolvimento ela diminui”, diz. A maior incidência de chuvas foi no Maranhão e no Tocantins, com volumes acumulados de até 100 milímetros. Segundo a meteorologista, a situação é boa para recuperar a umidade do solo, mas também pode provocar atrasos na colheita. No Oeste da Bahia, a cultura do algodão foi a principal prejudicada, com plantas fracas por causa das fortes chuvas. Os próximos 15 dias serão de pancadas de chuva no Matopiba. Confira a previsão para a sua região.

 

Sul

O Paraná vem sofrendo com excesso de chuva nos últimos dias. O clima prejudicou as lavouras de soja e outras culturas em fase de colheita, principalmente com o aumento na proliferação de fungos. Em comparação com a safra passada, o plantio do milho safrinha está adiantado para o período, mas as precipitações estão prejudicando a semeadura. Segundo a meteorologista, entre os dias 3 e 7, a colheita e o plantio conseguirão evoluir. Já entre os dias 8 e 12, as chuvas voltam, principalmente no Norte e Leste do Estado, com até 30 milímetros. “Nos próximos dias a chuva vai diminuir no Paraná, aliviando a situação das lavouras”, afirma Graziela.

 

No Rio Grande do Sul o cenário será de falta de chuva. Não há previsão de acumulado significativo até o dia 12 de março. Somente a região Leste do Estado deve receber um volume maior. De maneira geral, os gaúchos devem voltar a ver chuva no fim da primeira quinzena do mês. Entre os dias 13 e 17, a incidência de chuva será maior, mas com acumulados máximos de 30 milímetros, o que não auxilia na recuperação da umidade do solo. As regiões Oeste e Norte do Rio Grande do Sul têm níveis de umidade melhores em comparação com os outros pontos do Estado.

 

Sudeste

As chuvas vão continuar em São Paulo, Sul de Minas e Sul do Rio de Janeiro durante as primeiras semanas de março. Nessas regiões, a previsão é de pouca abertura de sol e temperaturas mais baixas. É possível que haja chuvas diariamente, com aberturas de sol somente no fim da primeira quinzena. A preocupação maior no Sudeste é com as lavouras de café do Cerrado Mineiro e Espírito Santo, que podem ter a fase de enchimento de grão prejudicada pelo excesso de precipitações.

 

Centro-Oeste

A situação no Mato Grosso do Sul está bem parecida com a do Paraná. A chuva causou prejuízos em algumas lavouras e também atrasou o plantio de milho safrinha. Entre os dias 3 e 7, o tempo volta a ficar mais aberto no Estado, com chuva fraca e pontual. A expectativa é que a chuva volte com mais força a partir do dia 8, mas não em grandes volumes. No fim da primeira quinzena, a chuva começa a perder força, deixando o cenário bom para o produtor. As lavouras com incidência de fungos podem sofrer mais com o aumento de umidade na planta.

 

Nos Estados do Mato Grosso e Goiás, até agora a chuva veio em forma de pancadas, o que foi bom para os produtores conseguiram realizar a colheita e o plantio da segunda safra. Segundo Graziela, o canal de umidade está começando a atuar nas regiões mais acima do mapa, ganhando força nos dois Estados. “As chuvas ficam constantes, tempo fechado e temperaturas mais baixas do dia 3 ao 7”, diz a meteorologista. Em alguns pontos isolados, o acumulado de chuvas pode passar de 100 milímetros. O produtor deve estar em alerta nesses primeiros 15 dias, é possível que o clima atrapalhe o plantio e ocorram paralisações nos trabalhos no campo. Entre os dias 8 e 17 de março, o volume de chuva começa a diminuir, na região, mas continua recebendo influencia do canal de umidade, com aculumados em torno de 30 milímetros.

 

Norte

A chuva está beneficiando os produtores de grãos e café do Norte do País. O Amazonas teve registro de perdas causadas por queimadas, mas com a chegada da chuva o cenário melhora. Já em Roraima, o problema foi a forte seca. De acordo com Graziela, a umidade volta a se espalhar pela região nos próximos cinco dias. O Pará teve ter uma boa recuperação da umidade do solo nos próximos 15 dias, com melhoras significativas.

 

Nordeste

O litoral Norte do Nordeste está recebendo o maior volume de chuva da região. Segundo Graziela, vai continuar assim por conta do cenário de nuvens mais carregadas. O problema maior, de acordo com a meteorologista, é no interior, oeste de Pernambuco, Paraíba e o centro da Bahia, onde não haverá chuva significativa nos próximos dias e a umidade do solo deve continuar baixa.

 

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