DATA: 23/02/2016

Preços agropecuários apresentam alta de 0,99% em janeiro de 2016

Os produtos que apresentaram as maiores elevações foram: batata (47,86%), feijão (41,72%) e tomate para mesa (12,93%)

O Índice de Preços Recebidos pelos produtores paulistas (IqPR) registrou alta de 0,99% no mês de janeiro de 2016 em relação ao mesmo período do ano anterior. Os produtos que apresentaram as maiores elevações foram: batata (47,86%), feijão (41,72%) e tomate para mesa (12,93%), informa a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta).

 

“A batata e o tomate para mesa tiveram a colheita e o transporte dificultados em função das chuvas, frequentes nessa época do ano, o que reduziu a produtividade e encareceu os preços desses produtos. Também reforçado pela alta pluviosidade do verão, a quebra na safra do feijão das águas elevou as cotações do produto negociado pelos seus produtores em todo o Centro-Sul do País”, contam os pesquisadores Danton Bini e José Alberto Angelo, responsáveis pelo artigo.

 

Já os produtos que apresentaram as maiores quedas de preços foram: banana nanica (23,53%) e carne de frango (9,7%). Para banana nanica, a baixa qualidade do produto colhido no Vale do Ribeira – principal região produtora do Estado de São Paulo –, aliada ao reajuste da oferta da banana vinda de Santa Catarina, reduziram as margens do produtor paulista em um preço recebido abaixo de R$1,00 por quilo. O desaquecimento da demanda por carne de frango, tanto interna quanto externa, efetivou um desequilíbrio que rebaixou as cotações do produto vivo em janeiro.

 

Acumulado dos Últimos 12 Meses

No acumulado dos últimos 12 meses, de janeiro de 2015 a janeiro de 2016, o IqPR registrou alta e fechou em 16,16%. Os resultados das variações mostram que apenas dois produtos recuaram em suas cotações: carne suína (-13,41%) e arroz (2,97%).

 

Sendo assim, a maior parte deles, banana nanica (78,53%), ovos (50,8%), laranja para indústria (50,27%), tomate para mesa (49,79%), algodão (44,72%), feijão (44,47%), milho (43,6%), trigo (28,6%), soja (25,13%), carne de frango (19,8%), amendoim (14,22%) e laranja para mesa (13,08%), apresentou altas significativas, acima do Índice de Preços Pagos pelos Produtores (IPP) calculado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) nos 12 meses de 2015, que variou positivamente 12,82% nesse período. Abaixo do patamar desse indicador que indica os reajustes dos custos de produção estão os reajustes das seguintes culturas: cana-de-açúcar (8,9%), batata (6,29%), café (5,59%), carne bovina (4,53%) e leite cru resfriado (2,12%).

 

Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, destaca que os levantamentos de preços ao produtor, realizados pelo IEA, são importantes balizadores para o cálculo da renda no campo. “A análise do comportamento dos preços, juntamente com outras informações produzidas pelo Instituto permitem à Secretaria de Agricultura elaborar políticas de apoio ao produtor”, diz.

 


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