DATA: 08/12/2015

Poder de compra do boi gordo sofre recuo em 2015

Quando comparado com o mesmo período do ano passado, a queda do poder de compra foi de 11,4%, quando eram necessárias 8,84 arrobas

Em 2015, o poder de compra do boi gordo teve queda, frente à reposição. Na média de novembro, em São Paulo, eram necessárias 9,85 arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro de 12 meses. Quando comparado com o mesmo período do ano passado, a queda do poder de compra foi de 11,4%, quando eram necessárias 8,84 arrobas.

 

No comparativo com 2013, a diferença é ainda maior. Segundo a Scot Consultoria, naquele mês, com 8,14 arrobas de boi gordo, o recriador repunha a boiada. De fato, a diminuição da troca tem sido observada nas ultimas décadas. Desde 2010, até novembro de 2015, foram necessárias 8,45 arrobas para a aquisição de um bezerro no Estado, acréscimo de 7,8% frente as 7,83 arrobas da média do ano de 2000.

 

É dai que vem a impressão de que no ano passado era mais fácil de ganhar dinheiro com a pecuária. Porém, não é impressão. Entretanto, nas últimas décadas, o uso de tecnologia na recria e engorda foi maior que na cria, gerando aumento no ganho de peso através da suplementação. A utilização dessas tecnologias gerou maior eficiência na recria e na engorda, aumentando a demanda pelas categorias mais jovens.

 

Com a maior demanda de animais na recria/engorda, as cotações dos bezerros subiram com mais vigor em longo prazo, afetando a troca. O aumento dos preços da reposição foi causado, principalmente, pelo aumento da produtividade da etapa seguinte.

 

Para quem trabalha abaixo da média é difícil suportar os preços da reposição. Portanto, para uma reposição valorizada, existe a necessidade de utilização de tecnologia para a diluição dos custos das arrobas do bezerro.  Na atual situação em que o grande problema é a compra da reposição e que o poder de compra da arroba engordada está interessante frente aos insumos, colocar mais peso nos animais, no mesmo intervalo, se torna interessante.

 


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