Plantio direto de soja

Plantio direto: saiba como maximizar os resultados desse sistema no campo

Aprenda a corrigir a erosão, deficiências nutricionais do solo e ainda ter aumento da produtividade com o Sistema Plantio Direto

O Sistema Plantio Direto (SPD) faz muito sucesso no Brasil. A técnica, que surgiu no início da década de 1970, ganhou força e conquista cada vez mais adeptos. Porém, o sistema desperta dúvidas e pequenos erros técnicos ainda geram prejuízos para os produtores. Para evitar problemas, é necessário compreender cada detalhe do manejo.

 

A prática consiste no cultivo realizado em cima de uma palha com a mínima mobilização do solo. Os benefícios evidentes são a correção de erosão e deficiências nutricionais da terra, elevando a produtividade das lavouras. “Com a cobertura vegetal sobre o solo, o produtor mantém a temperatura adequada para receber a semente, aumentando dessa forma a taxa de germinação”, afirma Paulo Roberto Arbex Silva, professor de mecanização agrícola e coordenador do grupo de plantio direto da Unesp de Botucatu (SP). Há ainda a redução da compactação do solo e economia no uso de maquinário e de combustíveis.

 

Sementes

Não há diferença no quesito semente, se compararmos o Sistema Plantio Direto com o cultivo convencional. O que muda é o processo. O SPD vai receber uma cobertura que servirá como “cama” para a cultura subsequente. O agricultor conta com inúmeras opções de cobertura, tais como braquiária, aveia, trigo, triticale ou a palhada do milho. “O produtor precisa checar quais são as espécies mais adaptáveis a sua região”, diz Silva. Segundo o coordenador, a escolha da variedade merece total atenção.

 

Cuidado com as plantas daninhas e a dessecação

Com o crescimento da cultura de cobertura, o agricultor não pode descuidar do manejo e nem do controle das plantas daninhas. O ideal é que o nível de infestação das invasoras seja monitorado e combatido com o uso de herbicidas para não interferir no desenvolvimento da cultura principal.

 

A mesma regra é válida para a dessecação da cultura de cobertura. Embora possa ser feita com o uso de roçadeiras, muitas vezes é mais viável realizar o procedimento também com herbicidas. Segundo o professor, é justamente aí que mora o erro. Após esta etapa, é recomendável que o produtor observe as condições climáticas da região, e independente da cultura, aguarde entre 7 e 10 dias para iniciar o plantio da safra principal. “Muito produtor não espera o tempo ideal da secagem da palha e acaba colocando em risco o plantio e os equipamentos, comprometendo a produtividade”, afirma Silva.

 

Embuchamento gera perdas

Um dos problemas mais comuns nas fazendas que adotam o sistema de plantio direto é o embuchamento. Isso ocorre quando há um grande acúmulo de palha na máquina, em decorrência do manejo inadequado. De acordo com o professor da Unesp, além de não respeitar o prazo de secagem da palha de cobertura, muitas vezes o produtor não faz as adaptações necessárias na plantadeira para o SPD.

 

A máquina para o plantio direto precisa ter um disco de corte na frente para aparar e não deixar que a palha embuche no equipamento. Além disso, a máquina também deve ter um peso maior para que seja capaz de penetrar no solo e realizar o plantio da cultura principal de forma eficaz. “Seguindo à risca esses procedimentos a chance de sucesso com o plantio direto é muito grande, por ser um sistema altamente eficiente”, afirma o professor.

* Esse é um pequeno trecho da reportagem publicada na revista Farming Brasil. Quer conferir o texto completo? Clique aqui e envie o pedido para adquirir a segunda edição da revista.

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