Pesquisadores desenvolvem barrinha saudável de tapioca e frutas amazônicas

O produto, com alto valor calórico, é fonte de fibras, proteína, livre de glúten e tem potencial para ser valorizado no mercado

Pesquisadores da Embrapa desenvolveram barrinhas feitas com farinha de tapioca e castanha-do-brasil com sabores de frutas típicas da região. O produto, com alto valor calórico, é fonte de fibras, proteína, livre de glúten e tem potencial para ser valorizado no mercado. Agora, a Embrapa procura parceiros para a produção industrial a fim de levá-lo às prateleiras.

 

A pesquisa

A pesquisa foi desenvolvida no Laboratório de Agroindústria da Embrapa Amazônia Oriental (PA) e chegou à elaboração de barra multicomponente, como é chamado tecnicamente o produto, à base de farinha de tapioca, produto derivado da mandioca-brava, e castanha-do-brasil. A barra foi elaborada em quatro sabores de frutas típicas da Amazônia: açaí, cupuaçu, taperebá (mais conhecido como cajá) e muruci.

 

“Optamos por desenvolver as barrinhas por serem populares como alimentos portáteis e saudáveis. Nossa intenção era agregar valor nutricional ao alimento, assim como valorizar produtos regionais”, explica a pesquisadora Ana Vânia Carvalho, da Embrapa Amazônia Oriental, diz em tecnologia de alimentos.

 

As barrinhas preferidas pelo público

O resultado dos testes sensoriais com o público indicou a concentração ideal da polpa de fruta na barrinha e a aceitação do produto. Nas duas etapas, participaram 182 provadores. A barrinha que mais agradou ao público foi a de muruci, seguida pela de cupuaçu, açaí e taperebá. “A participação do público nas análises sensoriais nos indicou também que a melhor concentração de polpa nas barrinhas de muruci, cupuaçu e taperebá ficou em 15%, e na de açaí em 10%”, conta a pesquisadora.

 

 

 

 

Antioxidante e livre de glúten

A formulação da base da barra comestível foi definida após a realização de testes preliminares, variando-se a concentração dos ingredientes e a melhor estruturação entre eles. A farinha de tapioca, que é base da barra comestível, é amplamente consumida na região amazônica e comercializada em feiras livres e supermercados. A pesquisadora afirma que em razão do alto teor de amido e baixo teor de proteínas, lipídeos e minerais, a farinha é um alimento altamente calórico e possui uma importante vantagem: é naturalmente isenta de glúten.

 

Já a castanha-do-brasil, outro componente-base da barrinha, tem alto valor calórico, é rica em proteínas, vitaminas e minerais. “Entre os minerais presentes na castanha, a literatura destaca o selênio pelo seu poder antioxidante relacionado à prevenção de muitas doenças”, diz a pesquisadora Ana Vânia Carvalho.

 

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