Rosa
DATA: 18/01/2016

Pequenos produtores expandem o cultivo de orquídeas e rosas no Paraná

A receita da floricultura paranaense, medida pelo Valor Bruto da Produção (VBP), cresceu 17% em 2014

A produção de flores está aumentando no Paraná, impulsionada por pequenos produtores familiares, que adotam o cultivo integrado com outras culturas. As espécies de flores que estão se destacando no Estado são os crisântemos, rosas, orquídeas e grama para jardinagem, com o apoio da Emater que orienta sobre as melhores práticas de manejo.

 

Municípios produtores

Em Marialva, no Noroeste do Estado, produtores optam pelas rosas como integração com a soja ou em substituição à uva. A cidade responde atualmente por 85% da produção de rosas no Estado. Em Uniflor, na mesma região, são produzidos 64% dos crisântemos do Paraná. Em Maripá, no Oeste, cidade em que a psicultura é a principal atividade, produtores passaram a plantar orquídeas. Londrina, no Norte do Estado, é município principal produtor de grama.

 

Faturamento

A receita da floricultura paranaense, medida pelo Valor Bruto da Produção (VBP), cresceu 17% em 2014 quando comparado a 2013, chegando a R$ 115,2 milhões, de acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Entre 2005 e 2014, a receita do setor cresceu 89%.

 

O aumento é impulsionado pelo consumo. Mesmo com a crise econômica, o brasileiro está comprando mais flores. O gasto médio por habitante é de R$ 26,68, segundo o Instituto Brasileiro de Flores (Ibraflor). “Ainda há espaço para crescimento no consumo no Brasil”, diz Paulo Fernando de Souza Andrade, engenheiro agrônomo do Deral que acompanha o setor. “Há 15 anos, o consumo per capita era de R$ 10 por ano. Em alguns países esse índice chega a R$ 100 por ano”, diz ele.

 

Rosas

Em Marialva foram produzidas 288,6 mil unidades de rosas em 2014, que foram vendidas, em sua maioria, pelos próprios produtores em cidades como Maringá, Londrina, Cascavel, Paranavaí e Campo Mourão. “Cerca de 90% da produção está nas mãos de produtores familiares, que abastecem pequenos mercados”, diz Ailton Rojas Poppi, técnico da o Instituto Emater em Marialva. Atualmente são 35 produtores.

 

As rosas são o principal negócio do produtor Claudinei Aparecido Zanin, que há cinco anos substituiu a uva pelo cultivo de flores. São produzidas 1,2 mil dúzias por mês. “Quando comecei com as rosas, estava endividado e com problemas por conta do baixo custo da uva. Hoje minhas contas estão em ordem. Não me arrependo de ter investido nas rosas. Elas me dão um retorno rápido”, diz ele, que trabalha no setor com a esposa.

 

Orquídeas

Em Maripá, município de seis mil habitantes, o cultivo de orquídeas começou em 1993, a partir de uma campanha com os estudantes para amarrar plantas de orquídeas nas árvores espalhadas pela cidade. Era uma homenagem à emancipação da cidade.

 

O produtor Osmar Dobler tem a produção de orquídea integrada com soja, milho e pecuária. “Mas a nossa maior área hoje é de orquídea”, diz ele, que, em situações normais, alcança uma rentabilidade de até 30% com a flor. “Para o pequeno produtor ganhar com a soja é mais difícil, porque a soja tem margens menores e exige mais produção”, afirma Dobler. Com uma estufa de três mil metros quadrados, Dobler vem ampliando sua produção em 20% ao ano, graças a maior produtividade com o uso de clones e tratos culturais.

 


Comente essa notícia.

Faça seu cadastro ou login gratuito para enviar comentários.