Grãos de soja.
DATA: 27/01/2016

Pela primeira vez, fazendas de Sorriso recebem certificação RTRS para soja

Mais de 21 mil hectares de soja, em nove fazendas do município de Sorriso (MT), foram certificadas

Mais de 21 mil hectares de soja, em nove fazendas do município de Sorriso (MT), foram certificadas no padrão da Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS). A certificação promove responsabilidade social e ambiental: cumprimento legal e boas práticas empresariais; condições de trabalho responsáveis, relações comunitárias responsáveis; responsabilidade ambiental e práticas agrícolas adequadas.

 

As fazendas certificadas foram Jaborandi, São Felipe, Dakar, São Marcos, Santana, Videirense, Cella, Berrante de Ouro e Santa Maria da Amazônia. Por meio do projeto Gente que Produz e Preserva (GPP), do Clube Amigos da Terra (CAT) e a WWF Brasil com apoio do grupo Bel, da Solidariedad, IDH (The Sustainable Trade Initiative) e o Instituto Centro de Vida (ICV) e produtores, foram realizadas ações para implantação dos critérios nas propriedades rurais.

 

Para Daniel Meyer, gerente de mercado da Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS) no Brasil, “O case de Sorriso é muito interessante, pois comprova que quando organizações, empresas e produtores participam e colaboram, de forma inovadora, o padrão RTRS é uma ferramenta viável e aplicável, seja para pequenos, médios ou grandes produtores, e que ajuda gerar vários benefícios para o produtor rural, o município e o meio ambiente”, destaca Meyer.

 

A diretora de sustentabilidade do Clube Amigos da Terra, Cynthia Moleta Cominesi, explica que a certificação das propriedades foi um desafio. “No início tivemos um pouco de resistência de alguns produtores, mas logo eles entenderam que estamos ali para ajudar a melhorar a propriedade. Queremos expandir o projeto”, disse a diretora.

 

 

Processo

O processo de certificação das propriedades em Sorriso começou em novembro de 2013 e está previsto para ser concluído neste ano. Nesta primeira etapa, os produtores cumpriram 61 indicadores de conformidade imediata, ou seja, 61% dos indicadores totais que são classificados ainda como de curto e médio prazo.

 

Casos de sucesso

A proprietária da fazenda Santana, Dudy Paiva, espera que a certificação RTRS reconheça e valorize os produtores. “Na primeira auditoria foi constatado que 80% das exigências já eram realidade na nossa fazenda. Então, procuramos adequar o que faltava. Tomara que a gente inspire outros produtores”, concluiu Paiva.

 

Na fazenda Santa Maria da Amazônia, do produtor Darci Ferrarin, agora há alojamento novo para os funcionários, tanque de combustível com contenção para evitar o contato do produto com o solo e um barracão adequado para o armazenamento das embalagens de agroquímicos vazios. “Nós reflorestamos as cabeceiras dos rios, intensificamos a utilização do sistema integração Lavoura/Pecuária. Sem abrir novas áreas e usando a tecnologia a nosso favor, aumentamos a produtividade e preservamos o meio ambiente. Temos que fazer isso, a terra é o nosso ganha pão e precisamos cuidar bem dela”, afirmou o produtor.

 


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