DATA: 23/12/2015

Pecuaristas devem ter cuidado redobrado durante temporada reprodutiva

Aspectos como água de qualidade e sombra para os animais devem ser observados nos períodos de calor mais intenso

Neste início do verão, as condições climáticas estão favoráveis ao desenvolvimento das pastagens nativas, aumentando gradativamente a oferta forrageira e a taxa de acúmulo de forragem, proporcionando melhores condições nutricionais aos animais.

 

De acordo com o Informativo Conjuntural elaborado pela Emater/RS-Ascar, a época é de manejo do rebanho de cria e cuidados com os touros, nesta temporada reprodutiva que deve se estender de maneira geral até fevereiro-março. Algumas propriedades estão realizando o trabalho de inseminação de novilhas e ocorre a engorda de animais destinados para comercialização.

 

Parasitas

Em alguns municípios, o aumento da temperatura intensificou a infestação de carrapatos, que continua preocupando os produtores de algumas regiões, pela intensidade que vem ocorrendo, até porque alguns produtos para controle apresentam grande resistência de alguns carrapaticidas.

 

Os trabalhos prosseguem para controle do carrapato, combate da verminose e mosca do chifre e a vacinação da brucelose nas terneiras entre três e oito meses. Alguns produtores também relatam alguns casos de Tristeza Parasitária.

 

Na bovinocultura de leite, o período é de preparo e implantação das áreas de forrageiras e milho para silagem, além de produção de feno em algumas áreas. A expectativa é de que as pastagens de capim sudão, milheto e sorgo forrageiro atinjam condições adequadas de pastejo apenas em janeiro, fato que limita o potencial produtivo dos rebanhos, que estão com grande número de vacas em pico de lactação nas próximas semanas.

 

De acordo com técnicos da Emater/RS-Ascar, o produtor de leite deve estar atento ao bem-estar animal, para que possa obter os melhores índices de produção zootécnica. Aspectos como água de qualidade e sombra para os animais devem ser observados nos períodos de calor mais intenso. Além disso, os produtores têm evitado utilizar o pastejo nos dias mais úmidos, aumentando o fornecimento de alimento no cocho (silagem e ração).

 


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