Pará se esforça para melhorar a cadeia produtiva do açaí

Em 2015, o Pará produziu um milhão de toneladas de açaí numa área de 143 mil hectares plantados

O Pará pretende manter-se na liderança da produção nacional do açaí e discute alternativas para superar as dificuldades do cultivo, no fórum do programa de desenvolvimento da cadeia produtiva do fruto. Na primeira reunião após o lançamento do programa Pró-Açaí foi enfatizado a urgência de executar ações que garantam a eficiência da produção para que o Estado não perca a posição para outras regiões brasileiras que já começam a plantar o fruto, como Bahia, São Paulo e Minas Gerais.

 

A expansão do cultivo no País ocorre em função do crescente interesse do mercado internacional pelo fruto, de grande poder energético. Os maiores entraves da produção no Pará são o alto custo da energia elétrica e a burocracia da outorga de água. A secretária adjunta de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Eliana Zacca, informou que já está negociando com a empresa concessionária de energia do Pará, a redução ou a tarifa zero para os produtores.

 

A reunião na Sedap teve a presença do secretário municipal de Economia, Fábio Moreira, que falou dos projetos da prefeitura que podem ser incorporados ao programa estadual. O fórum econômico, festival, o Polo Gastronômico da Amazônia, a reforma do Ver-O-Peso, do porto e da feira do açaí, são ações que incentivam o crescimento da cadeia produtiva. A ideia é tornar Belém a capital internacional do açaí. “Não produzimos, mas somos os maiores consumidores de açaí do país”, afirma Fabio Moreira.

 

Na próxima reunião os representantes de cada instituição envolvida no programa vão indicar o titular e suplente para formação do conselho gestor do Pró-Açaí, que vai analisar as propostas de melhoria da cadeia produtiva. Em 2015, o Pará produziu um milhão de toneladas de açaí numa área de 143 mil hectares plantados. A meta é aumentar a produção para 360 mil toneladas de frutos até 2024, a partir deste ano.

 

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