Pará receberá investimentos em hidrovia e armazenagem de grãos

Faz parte do projeto a construção de terminal hidroviário e um armazém para estocagem dos grãos até seu embarque

Dois protocolos de intenções assinados na segunda-feira (07/03), entre o Governo do Estado do Pará e as empresas Alloys e SPontes Construtora, garantiram investimentos em dois municípios paraenses para a instalação de uma indústria de beneficiamento do alumínio e incremento da produção de grãos.

 

Paragominas recebe investimentos na área de grãos

A SPontes Construtora fará uma série de investimentos na cidade, que irão possibilitar um incremento na produção de grãos na região. O primeiro desses investimentos é a construção de um terminal portuário para aproveitar o potencial hidroviário do Rio Capim. Após a instalação, toda a produção dessa região, que antes seguia em centenas de caminhões até o Porto de Vila do Conde, contribuindo para congestionamentos na Região Metropolitana de Belém, além da poluição causada pelos veículos, agora seguirá em barcaças até o porto, em um trajeto mais curto e rápido.

 

Também faz parte do projeto a construção de um armazém para estocagem dos grãos até seu embarque. Na opinião do diretor da SPontes, Adriano Fernandes, a articulação realizada pelo Governo do Estado foi primordial para a decisão de instalar uma empresa no Estado. “Sabemos que hoje investir não é uma decisão fácil, portanto, toda essa mobilização que percebemos no Pará, assim como a atenção com que nos receberam, tanto governo como setor produtivo, contribuíram para diminuir nossas incertezas acerca desse investimento. Hoje saímos daqui com mais do que um compromisso, mas sim uma vontade muito grande de contribuir para o desenvolvimento do Estado e, mais especificamente, para trazer um melhor valor agregado aos produtos da região do Campim”, afirma.

 

O prefeito de Paragominas, Paulo Tocantins, comemorou o anúncio do projeto no município. “Apesar do momento em que nosso país se encontra, ainda é possível observar algumas ilhas de oportunidades e desenvolvimento. Certamente o Pará é uma dessas ilhas. O Estado se tornará um dos grandes produtores de grãos a nível mundial nos próximos anos e não somente um corredor de exportação para produtos de outros Estados. Precisamos ter isso em mente e nos preparar para esse crescimento. Esse projeto vem justamente ao encontro disso”, observa o prefeito.

 

A SPontes também se comprometeu a construir uma esmagadora de grãos no município, que será a segunda fase do projeto. “Isso vai permitir que surjam outros produtos ali mesmo na cidade. Ao invés de só exportar a soja, vamos utilizar a esmagadora para extrair o óleo e fazer ração animal, por exemplo, agregando valor aos nossos produtos. Os melhores empregos e geração de renda estão nas segundas e terceiras fases do processo produtivo, então precisamos criar condições para a existência dessas fases em nosso Estado”, afirma Adnan.

 

Ele lembrou do exemplo de Paragominas que antes era apenas exportador de madeira em tora e depois mudou a realidade com a instalação de uma fábrica de MDF, que por sua vez possibilitou a instalação de um polo moveleiro na cidade. “Fazendo uma comparação em termos de valor entre as três atividades: temos um metro cúbico de eucalipto em tora exportado a R$ 70. Quando esse mesmo metro cúbico é transformado em MDF, já passa a valer R$ 500, mas quando chega ao fim da cadeia, vira um móvel acabado, chega a custar até R$ 4 mil. Não precisa nem ser um grande economista para entender a importância que a verticalização de uma cadeia tem”, conclui o secretário Adnan Demachki.

 

 

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