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OMC define regras para o comércio agrícola internacional

Pontos estratégicos e conflitantes foram acertados, de forma consensual, pelos países membros da OMC

As conquistas obtidas na última reunião Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Nairóbi, foram importantes para o comércio agrícola mundial e serão capazes de promover regras mais justas e transparentes para as trocas internacionais.

 

Dentre os principais resultados da Conferência, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), está a proibição imediata da concessão de subsídios às exportações pelos países desenvolvidos e, até 2018, pelas nações em desenvolvimento.

 

Pontos estratégicos e conflitantes foram acertados, de forma consensual, pelos países membros da OMC. A Confederação reconhece, ainda, o esforço do governo brasileiro durante os debates, fator fundamental nos resultados finais obtidos na Conferência de Nairóbi.

 

Outros temas também mereceram a atenção da CNA em relação aos resultados da reunião Ministerial. Foi o caso, por exemplo, das questões relacionadas ao financiamento das exportações de bens agrícolas com o uso de recursos oficiais e da regulamentação sobre a sustentabilidade do seguro de crédito.

 

Esses temas afetam a competitividade do produtor brasileiro, quando usados à revelia, e a normatização dos mesmos terá grande relevância porque permitirá uma concorrência menos desleal nas trocas agrícolas, assinala ainda a Confederação.

 

Para a agricultura brasileira, as conquistas obtidas na reunião realizada no Quênia representam, de fato, o começo de um trabalho capaz de eliminar, de uma vez por todas, as distorções que ocorrem sistematicamente no comércio internacional de bens agropecuários.

 

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