DATA: 19/11/2015

Oferta reduzida de bovinos sustenta os preços no Pará

Mesmo com queda nas exportações, os preços do boi gordo têm se mantido firmes no Estado

Ao longo do ano, a arroba do boi gordo negociada no Pará vem acumulando alta de 9,4%. A alta registrada é uma das maiores entre as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No Estado de São Paulo, a valorização se limita a 2,9%. Entretanto, no Pará, a média de novembro está em 3,3% menor que a do mesmo período do ano passado.

 

Apesar da queda nas exportações brasileiras de gado em pé no decorrer deste ano, os preços do boi gordo têm se mantido firmes no Estado. “O suporte vem principalmente da oferta restrita de animais para abate – principal produto exportado em pé – também naquela região, devido ao clima mais seco. Além disso, aumentou a demanda de frigoríficos de outros Estados, o que reduziu ainda mais o volume disponível no Pará”, diz o Cepea.

 

A Venezuela, maior compradora de bovinos vivos do Brasil, teria diminuído a demanda por conta das dificuldades econômicas que atravessa. A exportação de animais vivos foi afetada, ainda, pelo naufrágio de uma embarcação com 5 mil animais, em Vila do Conde, nordeste do Pará, em outubro. Após o acidente, os envios foram interrompidos naquela rota.

 

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), de janeiro a outubro, foram exportadas 192,1 mil cabeças de boi vivo, 67% a menos que no mesmo intervalo do ano passado (581,7 mil cabeças). Desse total exportado, 188,5 mil cabeças ou 98% saíram do Pará, diminuição de 66% no comparativo anual – em 2014, o Estado havia embarcado 563,7 mil cabeças.


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