Governo de Maurício Macri gera otimismo para a pecuária argentina

Redução de impostos para exportação e políticas de incentivo à produção devem ajudar a recompor o rebanho argentino

A chegada de Mauricio Macri à presidência da Argentina vem trazendo boas expectativas para a agropecuária do País. Embora a situação seja de redução no rebanho bovino e aumento nos custos com alimentação, a pecuária argentina espera se recuperar nos próximos anos.

 

Em 2008, o rebanho argentino de bovinos era de 57, 5 milhões de cabeças e fechou 2015 com 51 milhões de cabeças. Para efeito de comparação, o rebanho brasileiro de bovinos é de 212,3 milhões de animais. “Depois de mais de uma década de políticas totalmente contra a produção pecuária, acreditamos que a tendência é promissora para o setor”, diz o argentino Alfredo Civit, consultor técnico da Nutrefeed, empresa argentina de nutrição animal.

 

Segundo Civit, existem alguns pontos no qual os profissionais do setor não podem interferir, como inflação, exportações e índices de consumo. Porém, o grande objetivo para os próximos anos é melhorar a qualidade das carcaças e o manejo do rebanho do país. “Precisamos desenvolver a agricultura para conseguir animais mais pesados”, diz. Por ser um mercado dependente do mercado interno, um risco apresentado por ele é o aumento no preço da carne, que pode desacelerar o consumo doméstico.

 

Atualmente, Civit diz que a Argentina tem expectativas positivas para o comércio internacional. Entre os parceiros comerciais, segundo Civit, vale mencionar a União Europeia, com a Cota 481,  que regulamenta a exportação de carne de qualidade para o bloco, além da China e Rússia. Para ele, o Brasil também sempre foi um grande aliado comercial.

 

A produção é voltada para o mercado interno

A produção argentina se sustenta no consumo interno de carne bovina Do total produzido, 92,2% ficam no mercado doméstico e apenas 7,8% são destinados à exportação. Em comparação com o brasileiro, o argentino consome um volume de carne muito maior. O consumo per capita anual da Argentina é de 58,4 quilos, enquanto no Brasil se consome 39,2 quilos de carne bovina por ano. Segundo Civit, em anos anteriores, os argentinos já chegaram a registrar um consumo per capita entre 60 e 70 quilos de carne anualmente.

 

Em dezembro de 2015, o presidente argentino Mauricio Macri decretou mudanças para os impostos que incidem sobre a exportação de grãos e carne bovina. Não há mais imposto para o milho, para o trigo e para a carne bovina. Antes, o imposto era de 20%, 23% e 15%, respectivamente. No caso da soja, a tarifa de exportação foi reduzida de 35% para 30%.

 

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