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Nova ferramenta de gestão da produção leiteira chega ao Mato Grosso do Sul

Tecnologia deverá tecnificar e profissionalizar a cadeia produtiva do leite no Estado

Uma nova ferramenta de tecnologia da informação que possibilita a gestão da produção leiteira, denominada Gisleite (Gestão Informatizada de Sistemas de Produção de Leite), desenvolvidas pela equipe da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora, MG) será utilizada pelos técnicos da Agraer, em parceria com os produtores rurais do Estado. Esse avanço que pretende tecnificar e profissionalizar a cadeia produtiva do leite no Mato Grosso do Sul é fruto parceria entre Embrapa Agropecuária Oeste, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Agraer e Sepaf/MS e que agora conta com novo parceiro: Embrapa Gado de Leite.

 

O passos iniciais da implantação do Gisleite, foram realizados nos entre 29 e 31 de março, quando 55 extensionistas rurais da Agraer, representando todas as regiões do Estado participaram da capacitação presencial, realizada nos laboratórios de informática da Unigran. O treinamento foi ministrado por três empregados da Embrapa Gado de Leite, que vieram a Dourados para explicar as formas de uso do Gisleite e esclarecer a importância dos feedbacks dos usuários para otimização das atualizações do Programa, conforme as necessidades locais.

 

A utilização do Gisleite é um passo importante para a organização da Cadeia Produtiva do Leite no Estado. “Essa nova conquista beneficia a bovinocultura do leite, pois possibilita a utilização de um programa que faz a organização das informações zootécnicas do rebanho (sanidade, reprodução e nutrição animal), além disso, o Gisleite também possibilita um acompanhamento da qualidade do leite e a análise de dados econômicos da propriedade”, explica Superintende de Desenvolvimento Rural da Sepaf, Edwin Baur.

 

O Gisleite objetiva apresentar ao produtor um panorama geral de desempenho técnico econômico da sua propriedade, por meio de informações obtidas de registros coletados na propriedade. “O Gisleite possibilita análise das estratégias de manejo, controle dos custos de produção e melhor utilização dos recursos utilizados e dos investimentos feitos na propriedade. Ele contribui ainda com a melhoria da produtividade do sistema de produção e da sustentabilidade da atividade leiteira pelo produtor”, disse o pesquisador da Embrapa Gado de Leite e coordenador da equipe que desenvolveu o Gisleite, Cláudio Napólis Costa.

 

Cláudio explica ainda que o Gisleite auxilia o produtor no registro das atividades que caracterizam o manejo do rebanho e a obtenção dos indicadores zootécnicos  e da qualidade do leite, essenciais para a melhoria da rentabilidade econômica da propriedade. “O programa ainda disponibiliza aos usuários relatórios de manejo das atividades de rotina do rebanho e relatórios gerenciais, econômicos e de rastreabilidade, entre outros”, finaliza ele.

 

Para o Gestor de Desenvolvimento Rural da Agraer, Arnaldo Santiago, essa parceria com a Embrapa e outras instituições, que está viabilizando a implantação do Gisleite no MS, estabelece credibilidade e agrega valor a cadeia produtiva do leite no Estado, que deve alcançar novos patamares sustentáveis e economicamente viáveis.

 

O Chefe Adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agropecuária Oeste, Auro Akio Otsubo, comemora a implantação do Gisleite no Mato Grosso do Sul. Para ele, esse resultado serve como um importante incentivo para os trabalhos de transferência de tecnologia da Unidade, pois mesmo não dispondo de expertises em determinados temas a Unidade busca estabelecer parcerias com outras do Sistema Embrapa que detém o conhecimento necessário e viabilizando as trocas de experiências entre os pesquisadores, que nesse caso, são de Juiz de Fora (MG), onde fica a Embrapa Gado de Leite, com os extensionistas rurais da Agraer.

 

“Como uma Unidade da Embrapa, a Embrapa Agropecuária Oeste, pertencente à categoria de Centro Ecorregional, o nosso papel consiste em buscar soluções tecnológicas para diversos temas de importância para o desenvolvimento regional com o apoio do Sistema Embrapa e estamos trabalhando nesse sentido”, explicou Auro.

 

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