Exportação

No ano passado, exportações baianas registraram queda de 15,3%

A queda nos preços internacionais de produtos como petróleo, soja, petroquímicos, minerais e celulose foi o principal fator que derrubou as vendas ao exterior

Mesmo com um aumento de 8,3% (em relação a 2014) no volume embarcado, as exportações baianas registraram o valor mais baixo desde 2009, com a pressão vinda da redução de preços dos principais produtos de exportação. As receitas com as vensas externas chegaram a US$ 7,88 bilhões, número que representa redução de 15,3% em comparação com o ano passado.

 

Apesar da desvalorização do real em quase 50% em 2015 ter compensado parcialmente as empresas exportadoras e atuado para elevar o volume físico embarcado, a queda maior que a esperada nos preços internacionais de produtos como petróleo, soja, petroquímicos, minerais e celulose foi o principal fator que derrubou as vendas ao exterior. Em geral, as cotações atingiram os piores níveis desde a crise financeira de 2008, atingindo na média, uma queda de 22% em relação a 2014.

 

A quantidade de soja em grão embarcada para outros países, por exemplo, cresceu 51,3% em 2015, mas a cotação média do produto recuou 25,3%, reduzindo receitas. Em alguns casos, como os derivados de petróleo, os preços caíram pela metade, recuando as exportações do segmento em mais de 60%.

 

Concorreu também para o desempenho negativo das exportações em 2015, o baixo crescimento da economia mundial, o reequilíbrio chinês e a desaceleração econômica dos países emergentes, como a Argentina, que resultaram na queda de 33% nas vendas de produtos manufaturados, acossados pela queda de preços, perda de competitividade, aumento da concorrência, elevação de estoques e redução dos fluxos de comércio, que caíram no ano passado a níveis normalmente associados à recessão global.

 

Com exceção da China, para onde as vendas externas baianas cresceram 28,6% , o que manteve o país como principal destino para as exportações do Estado, todos os outros principais mercados registraram queda no ano: UE(-23%); EUA (-25%); Mercosul (-17,3%) e demais da América Latina (-29,5%).

 

Importações

Motivada principalmente pela queda da atividade econômica e seus reflexos no volume de produtos importados, mas também sob o efeito da alta do dólar, as importações baianas também registraram queda de 10,7% no ano, alcançando US$ 8,29 bilhões.

 

Todas as categorias de importados diretamente relacionadas ao desempenho da economia despencaram. A queda em relação a 2014 abrange bens de consumo (-34,6%), bens de capital (-19%) e matérias ­primas e intermediários usados pela indústria (-5,4%). Os combustíveis que mantiveram crescimento em quase todo o ano, por conta das compras em grandes volumes de GNL (Gás Natural Liquefeito), utilizado em larga escala pelas usinas térmicas em 2015, acabaram o ano também registrando redução de 1%.

 

Também nas compras externas, houve redução dos preços dos produtos, principalmente de nafta para a petroquímica, cobre, trigo, derivados de petróleo, grafita e borracha. O aumento do quantum importado em 27,3% deve-se exclusivamente ao aumento das compras de combustíveis em 62,4% já que abstraindo esta categoria, o volume desembarcado também registra redução de 4% no período, evidenciando que o efeito preponderante sobre a redução do valor importado da pauta, exceto combustíveis, deveu-se à diminuição das quantidades importadas.

 

Como as importações registraram uma queda inferior à das exportações no ano, a balança comercial do Estado registrou déficit de US$ 403,7 milhões, o que não acontecia desde 2001.  A corrente de comércio exterior do Estado (soma de exportações e importações) também registrou em 2015 recuo de 13% ante o ano anterior, totalizando US$ 16,2 bilhões.

 

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